quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O Tempo

O tempo que passa e se pode ver
É tempo passado, indeciso e imperfeito
Que não marca nem a dor chega ao peito
Se é visto não existe e não toca o ser

A beleza e a magia do entardecer
Que envolve o presente com grande efeito
Que passa mas não de qualquer jeito
Não é tempo que passa para se ver.

Os mistérios do tempo em teu olhar
Que passam como as tardes de verão
Chegam e ficam para encantar

O teu tempo que não vejo é uma canção
Que faz eterna parte do meu cantar
São os olhos, a alma e o coração.

Alexandre Alves.
“Tu perguntas o que a lagosta tece lá embaixo com seus pés dourados.
Respondo que o oceano sabe. E por quem a medusa espera em sua veste transparente?
Está esperando pelo tempo, como tu ...
Perguntas sobre as plumas do rei pescador que vibram nas puras primaveras dos mares do sul. Quero te contar que o oceano sabe isto: que a vida em seus estojos de jóias, é infinita como a areia, incontável, pura; e o tempo entre as uvas cor de sangue tornou a pedra dura e lisa, encheu a água-viva de luz, desfez o seu nó, soltou os seus fios musicais de uma cornucópia feita de infinita madrepérola.
Sou só a rede vazia diante dos olhos humanos na escuridão e de dedos habituados à longitude do tímido globo de uma laranja.
Caminho, como tu, investigando a estrela sem fim e em minha rede, durante a noite, acordo nu.
A única coisa capturada é um peixe preso dentro do vento”.

Video do poema

Pablo Neruda.
"To see a world in a grain of sand
And a Heaven in a wild flower,
Hold infinity in the palm of your hand,
And eternity in an hour ".

William Blake