domingo, 28 de agosto de 2011

Véu de Maya

Observar o mundo como uma miragem,
ao cair do céu surge uma tempestade,
sonhar em viver uma vida só de passagem,
cantar e respirar uma ilusão como fosse verdade!

Estranhas cenas da vida nos reserva Deus,
pequenos pontos escuros na imensidão
da solidão humana, reservo esses versos meus,
que na ausência da tua presença, ficam em vão!

Com pegadas esparsas marcamos nosso caminho,
alterando a cada momento irreal nosso semblante,
voando a esmo como um pássaro que perdeu seu ninho,
vivendo na ilusão da vaidade seu último instante!

Sentado no nada busco encolher o tempo,
para que a dor deste momento se esvaia,
fecho os olhos para sonhar com meu intento
ou que o amor me retire dos olhos, o véu de Maya!

Marco Pardini

Sabedoria

Caminhar no silêncio da solidão,
deixando pequenas pegadas ao vento,
tocando as pedras do destino com o coração,
escorrendo na face, uma lágrima do tempo!

Sopro do Destino vem me abençoar,
toca minha pele com o fogo do Amor,
lava minha alma com o desejo de cantar,
aquece meu espírito com a Paz e o torpor!

Longo e sinuoso é o caminho solitário,
passos que conduzem à uma direção,
silencioso caminhar de um eremita voluntário,
a romper sua jornada com a força da emoção!

Milagres da vida vêm me enriquecer,
com o sinal da sabedoria secreta,
aquela que escreve nas estrelas, o anoitecer,
no espelho da vida, o Eterno, de forma simples e discreta!

Marco Pardini