segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Saudade



A saudade as vezes se apresenta como um cheiro de flor,
Como um pedacinho azul do céu.
As vezes vai, as vezes vem,
Mas quando é assim, é bom,
É como chuva passageira que refresca os sonhos.

Alexandre Alves

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Estranho Silêncio

Olhares que cruzam o ambiente sagrado,
silenciosas vozes que tingem um céu colorido,
ocultas mensagens chegam a um coração atado
pela sombra de um medo passado...refletido!

Estranhos sentimentos renascem do oriente,
caminhos sinuosos que conduzem ao interno vale,
jovem alma que habita um corpo velho e doente,
que na imensidão da paz, o coração se abrande...se cale!

Desejos ardentes que enfeitiçam o forasteiro,
solidão que assola o deserto e sua paisagem,
vai o andarilho solitário em busca do mensageiro
a trazer em sua bolsa, um espelho, sua imagem!

Vidas curtas consumidas por uma secreta fonte,
cortam a esperança de rever no horizonte, o sol renascer,
pegadas na areia que desaparecem no horizonte,
como presente, permitirão a fagulha do amor florescer!

Marco Pardini.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Minha doce Sophia

Minha Sophia
Minhas manhãs ensolaradas
O cair de minhas tardes
A paz alegre que chega
Carregada de amor

Minha doce Sophia
Meu cheirinho de flor


Alexandre Alves

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Luz do meu dia



Luz do meu dia
Que meu sonho traz
Que minha alma invade
Nas eternas manhãs

Da noite fria do inverno vivido
Para o suave sorriso da estação seguinte
Luz do meu dia e da minha noite
Do futuro que chega cheio de amor

Alexandre Alves.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Chuva

Chuva
que cai na penumbra,
pingos cristalinos que
docemente
reflete seu olhar.

Chuva
que molha seus cabelos
e escorre pela seda,
ingenuamente,
fogo, terra, água e ar.

Pedro Cesquim.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Mistérios do Oceano

Oceano de águas salgadas vem me lacrimar,
retira de mim toda tortura do ego pensante,
toque-me com suas ondas; vem me acalmar,
transforma em serenidade meu semblante!

Casa de Netuno, com sua força vem me libertar
Da escravidão que a terra insiste me açoitar,
banha-me com teu poder e me faz o silêncio amar,
com o olhar perdido no horizonte sento-me a te fitar!

Muro sem divisa que esconde profundos pergaminhos,
raças humanas que em seu território ousou pisar,
dai a este andarilho a direção do mais alto caminho,
aquele que não se precisa de passos para andar!

Senhor das marés, do vai e vem dos infinitos ciclos,
abençoa aqueles que a ti se rendem por sua beleza,
local sagrado que pelos mistérios se criou mitos,
a gerar no tolo a dúvida e ao sábio, a certeza!

Pardini.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Você

Você,
mulher menina,
de olhos meigos
que me intrigam
pelo que não se viveu,
que um dia
meu olhar te perdeu.

Você,
que na distância
e na ausência,
uma lembrança,
um momento na janela,
sempre alimenta
meu pensamento.

Você,
doce alma,
em segredo, um pulsar,
uma luz no horizonte,
no olhar deste naufrago.
Nas palavras, nas rimas,
sigo, sonho, divago...

Pedro Cesquim