terça-feira, 28 de abril de 2015

Rosa minha

Todos os dias eu sinto teu cheiro
Logo pela manhã
Após o nascer do dia
Com o sol ainda chegando
Como um doce beijo

É um perfume de Rosa minha
Gostoso como um abraço de primavera

Alexandre Alves.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Luz



A luz que emana dos céus,
clareia a doce e solitária madrugada,
rompendo semblantes e rasgando véus,
apresentando ao mundo, a face amada!

A luz que emana do coração,
reflete ao mundo a palavra esquecida,
une as almas do mundo em coesão,
trazendo de volta ao caminho, a Vida!

A luz que reflete a coluna da Beleza
percorre as veias da imensidão,
dando ao mendigo a nobreza,
invadindo com alegria, a escuridão!

A luz que reflete a semente retida,
mantém o mundo suspenso no ar,
escrevendo ao vento a mensagem perdida,
sussurando aos homens o encanto de amar!

Marco Pardini

terça-feira, 22 de julho de 2014

Último vôo

Daqui a pouco o sol irá embora e a coruja de minerva alçará voo...
Um pouco mais tarde, dada a brevidade da vida, alçaremos nós um vôo eterno...
Levando somente os bons momentos vividos.

Alexandre Alves

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Paixão por ti

A minha paixão por ti
É como a alvorada dos sonhos
Que nasce da doce loucura
Dos meus sentidos e invade tua alma

É um beijo quente de inverno
Uma fuga de si
Um encontro de desejos

Alexandre Alves

Talvez...

Da saudade,
a ausência,
ansiada presença,
numa tarde, talvez...

Ou num despertar,
de um sonho fecundo,
num sono profundo,
numa noite, talvez...

Numa paisagem,
bela, colorida,
na veia sentida,
num passeio, talvez...

Na doce musica,
uma singela melodia,
na distância em sintonia,
num encanto, talvez...

Na luz do luar,
que inunda a retina,
que sobe a adrenalina,
num simples pensar, talvez...

Como poema inacabado,
numa alma, num lamento,
numa rima solta ao vento,
no vazio, talvez....

Na ausência que se fez,
uma presença ansiada,
na saudade alforriada,
num instante, talvez...

Pedro Cesquim

Soneto da ausência


Voz  que  se desfez na despedida,
num  instante  marcado no tempo,
duas lágrimas no canto escondidas,
em  olhares perdidos pelo campo.

Um sonho pelo meio do caminho
na  angustia de  uma separação,
uma dor profunda de um espinho
encravado no centro do coração.

Uma  solidão incontida, dolorida,                        
num longo, longo distanciamento,                           
exaurindo por total a resistência.          

Na  alma,  eternamente sentida,                              
sobrou  apenas  como alimento;                              
a saudade de sua doce ausência.

Pedro Cesquim

terça-feira, 27 de maio de 2014

Um sonho, talvez...

Um sonho talvez,
somente pensado,
num confundir de olhares,
apenas uma vez...

Na tarde de outono que vai,
nas folhas amareladas que caem,
pelo calor do sol,
ou na ordem superior, do pai.

Rima inacabada,
como o beijo não dado,
pelo poeta,
com a vida açoitada.

Naqueles meigos olhos,
sonhadores, sérios,
um mistério eterno,
n'alma recolho.

Apenas uma vez; mais;
pensamento confuso,
em cada novo olhar,
um sonho talvez...

Pedro Cesquim