quinta-feira, 26 de maio de 2016

Cavaleiro Solitário

Vou seguindo meu destino, construindo meu caminho,
passo a passo vou recriando parede, abrindo janela,
renascendo no tempo do templário, desnudo, sozinho,
num semeio interno da flor de lótus, a mais bela!

Observo nas pegadas de meu destino um estranho sinal,
será o dizer nos grãos de areia de um amor refletido?
perguntas sem resposta de uma alma lavada no sal
da penumbra de um tempo eterno, atrás de um gemido!

Na escuridão do aprisionamento fortalece o abandono,
que o Amor ora um carcereiro, ora o próprio plano de fuga,
liberta das correntes das sombras um coração sem dono,
onde a palavra na linguagem do silêncio não vibra, é muda!

Gestos, carinhos, dizeres proferidos por semblantes desconhecidos,
pontos do universo de Deus em que se consagram as constelações,
num sucessivo deitar de expressões no amanhã do enternecido,
cavaleiro solitário que invade castelos à procura de emoções!

Marco Pardini

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Observador


Observo o tempo cantarolando a me espreitar,
inerte, contínuo, suave, passivo a caminhar,
pelos ponteiros da vida uma arte a imitar,
a fragilidade humana que insiste amargurar!

Olho pela janela, uma vida acontecer,
penso ser o passado a me sussurrar,
imagino talvez o futuro a me renascer,
é  o presente que vem meus lábios, amordaçar!

Na viagem do tempo existe apenas o vazio,
do andarilho a desenhar seu próprio caminho,
sem marcas, sem pegadas, uma teia sem fio,
 a brindar o destino eterno numa taça de vinho!

Vida efêmera que num piscar de olhos desaparece,
cai como folha seca em um espesso jardim,
é no suspirar de um simples segundo que ela acontece,

sim, a vida que insiste pulsar incessantemente em mim!

Marco Pardini

sábado, 2 de abril de 2016

Iluminação


Tempo que alonga a pulsação da vida,
Tempo que reduz a chama à carvão,
Tempo que mantém a pele unida,
Tempo que dá forma ao coração!

Mão que entristecida dá pulso ao adeus,
Mão que acariciada corre pela imensidão,
Mão que no perigo protege os seus,
Mão que na alegria encanta a emoção!

Olhos que nas trevas dedilham a escuridão,
Olhos que na luz invadem o silêncio do amor,
Olhos que na tristeza se afeiçoam à solidão,
Olhos que na alegria irradiam seu calor!

Tempo que cerra as mãos em sinal de alerta,
Mão que protege os olhos da soberba e vaidade,
Olhos que testemunham o tempo que a tudo acoberta,
Até que a mão descobre os olhos que vislumbra a Verdade!

Marco Pardini.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Rosa minha

Todos os dias eu sinto teu cheiro
Logo pela manhã
Após o nascer do dia
Com o sol ainda chegando
Como um doce beijo

É um perfume de Rosa minha
Gostoso como um abraço de primavera

Alexandre Alves.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Luz



A luz que emana dos céus,
clareia a doce e solitária madrugada,
rompendo semblantes e rasgando véus,
apresentando ao mundo, a face amada!

A luz que emana do coração,
reflete ao mundo a palavra esquecida,
une as almas do mundo em coesão,
trazendo de volta ao caminho, a Vida!

A luz que reflete a coluna da Beleza
percorre as veias da imensidão,
dando ao mendigo a nobreza,
invadindo com alegria, a escuridão!

A luz que reflete a semente retida,
mantém o mundo suspenso no ar,
escrevendo ao vento a mensagem perdida,
sussurando aos homens o encanto de amar!

Marco Pardini

terça-feira, 22 de julho de 2014

Último vôo

Daqui a pouco o sol irá embora e a coruja de minerva alçará voo...
Um pouco mais tarde, dada a brevidade da vida, alçaremos nós um vôo eterno...
Levando somente os bons momentos vividos.

Alexandre Alves

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Paixão por ti

A minha paixão por ti
É como a alvorada dos sonhos
Que nasce da doce loucura
Dos meus sentidos e invade tua alma

É um beijo quente de inverno
Uma fuga de si
Um encontro de desejos

Alexandre Alves