segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Seu perfume

Seu perfume traz em si um cheiro gostoso
Traz pra mim uma pausa no tempo
Como o mistério de um sonho
Não é superficial nem profundo
Mas perfuma o vento que minh'alma toca

Alexandre Alves


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Doce Beijo

Num instante sem fim
Imerso eu em seu sorriso
Não quero outro amor
Antes do seu primeiro beijo

A tenho na aurora dos meus sonhos
Onde nada ainda existe
Nem o mar, nem o azul
Nem o ar, nem o frio
Somente seu doce beijo

Alexandre


La Isla

Vento gelado
De casa em casa
Ruas sem fim
De letra em letra
Azul profundo
Alma eterna
Do Poeta de sempre

Alexandre

Las Calles de Santiago

As ruas de Santiago tem uma pressa sem fim
Uma beleza curta
Que se perde na imensidão dos espelhos

Alexandre.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Cavaleiro Solitário

Vou seguindo meu destino, construindo meu caminho,
passo a passo vou recriando parede, abrindo janela,
renascendo no tempo do templário, desnudo, sozinho,
num semeio interno da flor de lótus, a mais bela!

Observo nas pegadas de meu destino um estranho sinal,
será o dizer nos grãos de areia de um amor refletido?
perguntas sem resposta de uma alma lavada no sal
da penumbra de um tempo eterno, atrás de um gemido!

Na escuridão do aprisionamento fortalece o abandono,
que o Amor ora um carcereiro, ora o próprio plano de fuga,
liberta das correntes das sombras um coração sem dono,
onde a palavra na linguagem do silêncio não vibra, é muda!

Gestos, carinhos, dizeres proferidos por semblantes desconhecidos,
pontos do universo de Deus em que se consagram as constelações,
num sucessivo deitar de expressões no amanhã do enternecido,
cavaleiro solitário que invade castelos à procura de emoções!

Marco Pardini

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Observador


Observo o tempo cantarolando a me espreitar,
inerte, contínuo, suave, passivo a caminhar,
pelos ponteiros da vida uma arte a imitar,
a fragilidade humana que insiste amargurar!

Olho pela janela, uma vida acontecer,
penso ser o passado a me sussurrar,
imagino talvez o futuro a me renascer,
é  o presente que vem meus lábios, amordaçar!

Na viagem do tempo existe apenas o vazio,
do andarilho a desenhar seu próprio caminho,
sem marcas, sem pegadas, uma teia sem fio,
 a brindar o destino eterno numa taça de vinho!

Vida efêmera que num piscar de olhos desaparece,
cai como folha seca em um espesso jardim,
é no suspirar de um simples segundo que ela acontece,

sim, a vida que insiste pulsar incessantemente em mim!

Marco Pardini

sábado, 2 de abril de 2016

Iluminação


Tempo que alonga a pulsação da vida,
Tempo que reduz a chama à carvão,
Tempo que mantém a pele unida,
Tempo que dá forma ao coração!

Mão que entristecida dá pulso ao adeus,
Mão que acariciada corre pela imensidão,
Mão que no perigo protege os seus,
Mão que na alegria encanta a emoção!

Olhos que nas trevas dedilham a escuridão,
Olhos que na luz invadem o silêncio do amor,
Olhos que na tristeza se afeiçoam à solidão,
Olhos que na alegria irradiam seu calor!

Tempo que cerra as mãos em sinal de alerta,
Mão que protege os olhos da soberba e vaidade,
Olhos que testemunham o tempo que a tudo acoberta,
Até que a mão descobre os olhos que vislumbra a Verdade!

Marco Pardini.