terça-feira, 22 de julho de 2014

Último vôo

Daqui a pouco o sol irá embora e a coruja de minerva alçará voo...
Um pouco mais tarde, dada a brevidade da vida, alçaremos nós um vôo eterno...
Levando somente os bons momentos vividos.

Alexandre Alves

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Paixão por ti

A minha paixão por ti
É como a alvorada dos sonhos
Que nasce da doce loucura
Dos meus sentidos e invade tua alma

É um beijo quente de inverno
Uma fuga de si
Um encontro de desejos

Alexandre Alves

Talvez...

Da saudade,
a ausência,
ansiada presença,
numa tarde, talvez...

Ou num despertar,
de um sonho fecundo,
num sono profundo,
numa noite, talvez...

Numa paisagem,
bela, colorida,
na veia sentida,
num passeio, talvez...

Na doce musica,
uma singela melodia,
na distância em sintonia,
num encanto, talvez...

Na luz do luar,
que inunda a retina,
que sobe a adrenalina,
num simples pensar, talvez...

Como poema inacabado,
numa alma, num lamento,
numa rima solta ao vento,
no vazio, talvez....

Na ausência que se fez,
uma presença ansiada,
na saudade alforriada,
num instante, talvez...

Pedro Cesquim

Soneto da ausência


Voz  que  se desfez na despedida,
num  instante  marcado no tempo,
duas lágrimas no canto escondidas,
em  olhares perdidos pelo campo.

Um sonho pelo meio do caminho
na  angustia de  uma separação,
uma dor profunda de um espinho
encravado no centro do coração.

Uma  solidão incontida, dolorida,                        
num longo, longo distanciamento,                           
exaurindo por total a resistência.          

Na  alma,  eternamente sentida,                              
sobrou  apenas  como alimento;                              
a saudade de sua doce ausência.

Pedro Cesquim

terça-feira, 27 de maio de 2014

Um sonho, talvez...

Um sonho talvez,
somente pensado,
num confundir de olhares,
apenas uma vez...

Na tarde de outono que vai,
nas folhas amareladas que caem,
pelo calor do sol,
ou na ordem superior, do pai.

Rima inacabada,
como o beijo não dado,
pelo poeta,
com a vida açoitada.

Naqueles meigos olhos,
sonhadores, sérios,
um mistério eterno,
n'alma recolho.

Apenas uma vez; mais;
pensamento confuso,
em cada novo olhar,
um sonho talvez...

Pedro Cesquim

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Libertação



Quero soltar-me no espaço vazio da consciência
sem medo da queda, sem medo do vale,
perceber minha mente livre a vagar na intransigência
de um segundo. A meditar na beleza de um único detalhe!

Que meus olhos tenham o brilho do enamorado,
que minha mente construa belos castelos,
tecendo no fino fio da vida um ponto enevoado,
em meio à turva imagem de seu semblante singelo!

Que o coração me impulsione por um caminho
onde a guerra e o amor sejam apenas companheiros
de um longo caminhar de cumplicidade e de carinho,
em que minhas mãos possam tocar o interno mosteiro!

Que as lágrimas banhem o cristal líquido da vida,
derramando um espesso véu de esperança,
ao tormento que me assola, que me convida,
a libertar do peso de minhas asas esta humana herança!

Marco Pardini

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Você menina


Você menina
de olhos meigos,
puramente meigos,
que encantam,
mesmo à distância
dos olhos meus.

Você menina,
sabor d'alma,
que vive n'alma
do poeta,
que sonha na rima
que um dia se perdeu.

Você menina
doce como mel,
de lábios de mel
que não se sentiu;
na saudade que ficou
no suposto adeus.

Você menina
por trás da janela,
uma sombra na janela,
presa no pensamento,
para a eternidade,
como um capricho de Deus.

Pedro Cesquim