terça-feira, 8 de novembro de 2011

Saudade de uma flor

Alma que escuta no silêncio da noite
palavras, que parece, brotam do nada,
que chegam como um breve açoite,
mantendo seca, a garganta calada.

Mistério que um enlace renova,
na essência de seres em sintonia,
embalados como numa sinfonia,
como num ninho, numa alcova.

E a distância que de ti se faz,
na bruma que o olhar contradiz,
nos dizeres que o vento traz,
saudades de uma flor de lis.

Pedro Cesquim

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Morte

Despido de meus egóicos trajes sentimentais
Caminho solitário pelas vielas interiores, descalço!
Cheiro de sangue quente atrai os animais
o frio silencioso da morte, segue em meu percalço!

Busco no vazio de minha alma humana e pequena,
Encontrar a chave que destrói esse estranho medo,
Que liberta o coração de unidade em centena,
Que transforma o já é tarde em ainda é cedo!

No sombrio deserto do solitário caminhante,
Ergo minha tenda e deposito meu corpo na quietude,
Ao fechar os olhos, enxergo ao longe uma aurora radiante,
mariposa de desejos que se transforma em luz pulsante!

O universo cessa sua respiração em sinal de respeito,
A dor do corpo cede espaço à libertação da alma,
No derradeiro suspiro da vida meu espírito foi, enfim, eleito,
banha-se agora, na atmosfera sagrada de Deus, em Sua palma!

Marco Pardini

domingo, 9 de outubro de 2011

O Silêncio

Como uma suave sonata
O silêncio me acalma
E lança-me no mais profundo mistério
Que comigo trago: as sombras de minha inquietude

Alexandre Alves.

domingo, 28 de agosto de 2011

Véu de Maya

Observar o mundo como uma miragem,
ao cair do céu surge uma tempestade,
sonhar em viver uma vida só de passagem,
cantar e respirar uma ilusão como fosse verdade!

Estranhas cenas da vida nos reserva Deus,
pequenos pontos escuros na imensidão
da solidão humana, reservo esses versos meus,
que na ausência da tua presença, ficam em vão!

Com pegadas esparsas marcamos nosso caminho,
alterando a cada momento irreal nosso semblante,
voando a esmo como um pássaro que perdeu seu ninho,
vivendo na ilusão da vaidade seu último instante!

Sentado no nada busco encolher o tempo,
para que a dor deste momento se esvaia,
fecho os olhos para sonhar com meu intento
ou que o amor me retire dos olhos, o véu de Maya!

Marco Pardini

Sabedoria

Caminhar no silêncio da solidão,
deixando pequenas pegadas ao vento,
tocando as pedras do destino com o coração,
escorrendo na face, uma lágrima do tempo!

Sopro do Destino vem me abençoar,
toca minha pele com o fogo do Amor,
lava minha alma com o desejo de cantar,
aquece meu espírito com a Paz e o torpor!

Longo e sinuoso é o caminho solitário,
passos que conduzem à uma direção,
silencioso caminhar de um eremita voluntário,
a romper sua jornada com a força da emoção!

Milagres da vida vêm me enriquecer,
com o sinal da sabedoria secreta,
aquela que escreve nas estrelas, o anoitecer,
no espelho da vida, o Eterno, de forma simples e discreta!

Marco Pardini

sábado, 2 de julho de 2011

Transformação Interior

Miragens mentais vivem a me enganar,
mesmo na multidão, sigo num deserto solitário,
procurando na areia o real sentido do infinito amar,
fugindo do vigiar de um silêncio involuntário!

Imagens povoam meu universo interior,
vozes que ressoam no labirinto sentimental,
olhos venenosos a espreitar com medo e terror,
daquele que afastou de si, o mundo celestial!

Doce fruto que ao morder se transforma em veneno,
ceifando a vida daquele que caminha sem destino,
levado com o vento, sem palavras, sem aceno,
deixando apenas a pegada de um triste peregrino!

Oh vida terrena, escutai este servo que insiste lhe falar,
cujos pés maltratados pelos espinhos da caminhada,
refletem a dor da angústia, num coração contente a tagarelar:
O amor enfim chegou! A iluminar o novo dia desde a madrugada!

Marco Pardini

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Estou aqui

Onde estou?
Estou na sombra que te persegue
na rua, no clarão da lua.
Na chuva, que cai
pelo teu corpo,
explorando mistérios,
gerando um doce ai!

Estou na noite, que embala
seu sonho, alegre, risonho.
Na flor do jardim,
que enfeita
seus cabelos,
como um colorido jasmim.

Estou na calma expressa
na fé, sentida pelo abaeté.
Na oração,
que reluz, que ilumina
seus caminhos,
que brota do coração.

Estou na luz estelar,
clara, que amor declara,
em seu olhar,
romântico,
que sonha, que respira
e se perde no mar.

Estou na aura, do tudo,
no nada, nos lábios da amada.
Na vida, nesse frenesi
que eclode, no vermelho
de dentro de minh´alma
que anseia por ti.

Pedro Cesquim

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Comigo mesmo

Atitude insana,
que emana da testa,
que flui no vermelho,
que o corpo retém.
Que não me convém,
como um vai e vem,
das ondas do mar.

Da cabeça que esquenta,
que não se agüenta,
quando as vezes,
um louco lamento,
como tormento,
atormenta o pensamento,
destruindo um sonhar!

Uma voz que clama,
uma chama na trama,
que envolve, que move,
na essência do ser.
Lá dentro, profundo,
n´alma que chora,
sob a luz do luar.

No beijo não dado,
um sussurro melado,
como um doce pecado.
Num encanto,
da folha que cai,
no outono que vai,
comigo a conversar.

Pedro Cesquim

sábado, 4 de junho de 2011

Outono

Percebi que a vida para mim
Mais sentido tem no outono
Onde o vento gelado
Anuncia a minha efemeridade

Doce como o mel de Jandaíra
Que por momentos nos afasta
Das amarguras da vida
O outono assim me parece

Alexandre Alves

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Lua

Olho noturno que os homens vem velar,
inerte em sua trajetória observa distante,
magia, mistério que às mulheres faz cegar,
face do sol refletida, luz que se torna ausente!

Senhora silenciosa que orbita a humanidade,
guardando segredos de um passado dormente,
companheira inseparável do pequeno viajante,
anunciadora da noite escura, luz nascente!

Senhora que observa a fugaz natureza humana,
de sua presença o coração semeia os amores,
pequeno astro perdido no espaço que emana
a vontade de curar os mares e, do parto, as dores!

Rainha amiga que rege na mulher, a gestação,
pálida, serena, espelho que reflete a alma nua,
sacerdotisa que aos trovadores inspira emoção,
pequena porção de Deus, nossa bela e solitária Lua!

Marco Pardini

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Oração

Ondas de luz que viajam pela imensidão,
chicoteiam como balas perdidas na alma,
partículas de amor que invadem o coração,
raios de sol que o espírito conforta e acalma!

Finos fios que tecem a tênue linha da vida,
árvore frondosa que germinou da semente,
suor sagrado que do obreiro respinga e nos convida
a pronunciar a palavra secreta que jaz no peito dormente!

Suave gesto que docemente fala sem ser ouvido,
ressoa no universo calado o grito de um apelo,
mágico momento que a todo homem é sentido,
carta endereçada ao espaço sem cola, sem selo!

Aquele que do pesadelo da morte se levanta,
que debruça de joelhos ao pé da cama,
num simples gesto de gratidão,
no sorriso do espírito a todos imanta,
que da teia do conflito desfaz a trama,
ama calado, sem dor, sem nada,
sente apenas uma doce chama,
que arde no peito e na mente,
e que a todos conhece como o poder da oração!

Marco Pardini

domingo, 3 de abril de 2011

Tempo

Tempo que não permite aos ponteiros da vida parar,
segue sua marcha suave em direção ao infinito,
levando conhecimento aos corações que querem amar,
recobrindo com o pó da terra aqueles que viraram mito!

Tempo sem vida que palpita na eternidade,
inspiração de vida que carrega o poeta,
rio do destino que alimenta a saudade
daqueles que possuem uma verdade incerta!

Tempo que carrega consigo o átomo do abandono,
solitário, em silêncio, a vida humana, se põe a observar
sorrindo por aquele que se intitula rei em seu trono
cuidando do outro, que na escuridão da fé, sai a caminhar!

Saturno, quem és tu, afinal? Grande senhor do Tempo!
irmão celeste que nos brinda com sua cósmica presença,
a demonstrar ao humano a ilusão deste tormento,
demonstrando ao mundo que não existe saúde nem doença,
apenas a eterna lembrança,
da vida deixada no balaústre de um eterno momento!

Marco Pardini

Coração

Coração valente que insiste em se iludir,
sentimento noturno que invade a imensidão,
espaço flutuante, no silêncio vem te acudir,
derramando palavras mudas no solo da ilusão!

Coração solitário que vagueia num delírio em abandono,
estranho sussurrar de sentimentos em oposição,
murmurando na prisão de um corpo sem dono,
sentenças memoráveis de uma outra dimensão!

Coração envaidecido pelo mundo em explosão,
revela raízes de uma mente insana e doentia,
expondo sua fraqueza perante a multidão,
deixando no ar, um rastro fugaz de melancolia!

Coração rebelde que insiste na verdade adormecer,
falsos profetas com palavras virão te conquistar
flertando com palavras esquecidas, quererão te aquecer,
não os ouve, pois seco se tornará teu direito de amar!

Marco Pardini

sexta-feira, 18 de março de 2011

Meu Amor

Oh meu amor
Te quero ao meu lado
Para que teu perfume eternamente fique em minha lembrança
E minha esperança floresça com o amanhecer

Contigo, terei sobre Cronos o poder
Necessário para fazer do tempo o nosso tempo
E da primavera a estação única

Alexandre Alves

terça-feira, 15 de março de 2011

Quatorze de Março

Com o passar dos tempos,
para quase tudo se criou um dia.
Tem o dia de Natal,
que virou o da família.

No nosso aniversário,
é sempre uma grande alegria.
No dia do Ano Novo,
o povo se enche de euforia.

Tem o dia da sogra,
para alguns é uma agonia.
Mas nosso dia das mães,
soa como uma sinfonia.

A independência de setembro,
é tudo o que o país queria.
O papai tão querido,
em agosto se reverencia.

O internacional da mulher,
elas bem que mereciam.
Quando falamos das crianças,
parece o dia da fantasia.

Um Santo da festa junina,
a namoradeira desafia.
O carnaval, que exagero!
Uma semana de alegoria.

Na Páscoa de Nosso Senhor,
o sentido se desassocia.
Para os mortos em novembro,
respeitosas orações se envia.

A comemoração do 14 de março,
quase ninguém sabia.
Mas o poeta sonhador,
vibra com o dia da poesia.

Pedro Cesquim

sexta-feira, 11 de março de 2011

Cavaleiro

Singelos sons que invadem meu pensamento,
solitário fico num quarto sentado a observar,
nuvens que passam refletindo o espaço, o tempo,
segundos que voam no horizonte de um olhar!

Natureza faminta cujos cantos vêm soltar,
singulares frases que o silêncio vem omitir,
gotas de chuva que açoitam o alto mar,
lágrimas de sangue que delatam o fingir!

Estranhos seres de luz aparecem no luar,
fadas, sereias, gnomos, ondinas a renascer,
na mente doentia ressurge a arte de tear,
mentiras infames que insistem em crescer!

Dia virá onde a fama de um nobre cavaleiro
em vestes de plebeu ao povo irá aparecer,
cantando canções de amor ao nevoeiro,
na armadura recolhe a paz do alvorecer!

Marco Pardini

Tristeza

Triste ato de sonhar um sonho escuro,
pedaços de um véu da vida descortinado
sentimentos sombrios transformam o impuro,
mazelas do coração desafiando um amado!

Triste canto do pássaro na escuridão
da vida que insiste em se levantar
trazendo consigo nas unhas a emoção
uma singela verdade do ato de ceifar!

Triste emoção a percorrer os arredores
do espírito. Ei de um dia te descobrir,
no labirinto da vida, mais corredores
a gritar pela vida e à morte, com amor impedir!

Triste sonho que da noite restou um pesadelo,
correntes que aprisionam o passageiro,
vida que descerra do barro um novo modelo,
em recriar na realidade insana, um mensageiro!

Marco Pardini

Esperança

Olhos vazios que na escuridão levanta
pesadelos sombrios que descem pelo vale
pequenas penumbras que ao solo imanta
passos silenciosos a percorrer o baile!

Miragens humanas invadem o olhar,
cingindo de cores a íris da alma,
colhendo amores na arte de amar,
sussurrando palavras que anima e acalma!

No ponto de luz do espaço infinito,
surge um pequeno pedaço de esperança,
movido pelo doce silêncio do bendito,
caminho de luz na mente e na lembrança!

Olhos repletos de vida, que na luz se fecha!
como flechas solitárias disparam na imensidão,
vivos pontos de luz humana a buscar sua própria meta,
no interior do finito a dispersar e romper a solidão!

Marco Pardini

Perdão

Que os grilhões da indiferença
desçam em silêncio à sepultura
levando consigo sua própria sentença
pendurada no tempo, em moldura!

Lágrimas que invadem o coração selvagem,
dissolvendo no sal do espírito a lembrança
de não ter permitido a si que a coragem
em perdoar aquele cuja imagem é semelhança!

Pequenos sóis renascem no universo
trazendo luz aos confins mais distantes,
levando a mensagem que jaz submerso
nos corações solitários dos verdadeiros amantes!

Seja a noite perene capaz de abrir a janela,
ao cântico singelo do antigo trovador,
para que o arco-íris em forma de aquarela
tinja o espírito do homem com o verdadeiro Amor!

Marco Pardini

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Amanhecer

Olhos humanos que se voltam ao horizonte,
no desejo de absorver um doce filamento,
na esperança de tocar com a alma uma fonte,
na tentativa de aprisionar no eterno, este momento!

Olhos humanos que das lágrimas surge um suspiro,
espírito calado que sorve gotas de orvalho,
vive a soluçar no espaço de um suspiro,
a costurar na retina um pedaço desse céu em retalho!

Olhos humanos insistem no alto em permanecer,
sentidos diversos escoam pelo pacato semblante,
pelo poros da vida, a Lua inicia seu adormecer,
no suspenso ar do silêncio, calado fica um homem hesitante!

Olhos humanos que esbarram na pintura de Deus,
executada pelas mãos invisíveis do oculto artesão,
não importa se os olhos são meus, ou são teus,
resta apenas a obra que se eterniza no porão do coração!

Marco Pardini

domingo, 23 de janeiro de 2011

Meus Medos

Ainda não tenho medo da morte
Mas já trago a semente de uma história
Que ainda não foi contada

Vivo por cada sonho
Mas já escuto o tic tac do tempo
Como se cada tarde terminasse mais cedo

É medo do tempo
Das coisas que ainda não fiz

Alexandre Alves

domingo, 9 de janeiro de 2011

Solidão

Tempo suspenso num cósmico momento,
ar suprimido nos pulmões da vela
a brandamente iluminar um sentimento
que num passo silencioso, oculta a sentinela!

Ar rarefeito de uma paz interna melodiosa,
a resguardar o mágico rosto de uma imagem,
ondas do oceano numa dança harmoniosa,
mostram ao andarilho da luz, mais uma miragem!

Tempo distante que esconde um segredo,
futuro da ilusão que vive a prescrutar
um passado que, na lembrança do medo,
vive um eterno presente sem saber o que é amar!

Espírito da vida que descobre seu lugar,
caminhante solitário que reina inerte na solidão,
pedras, memórias, palavras, sonhos sobre um altar,
caladas pegadas a deixar seu rastro em meu coração!

Marco Pardini

Oceano

Murmúrio de náufragos silenciosos,
penetram no ouvido mais profundo,
a suplicar ajuda ao voluntarioso,
ou retornar calados ao outro mundo!

Na infinidade do novo horizonte,
surge ao longe enigmáticos corsários,
a reluzir ao sol um dourado estonteante,
explodindo o medo nos corações mercenários!

No tempo do inanimado surge um retrato,
azul, doce azul que como tinta banha o oceano,
de um cenário que retrata um triste e falso fato,
intenso aroma do vento que me leva, por engano!

No silencioso momento do infinito,
fito o impossível, impávido a mostrar,
sua grandeza em simplicidade, me limito,
a agradecer a lágrima que desce do olhar!

Marco Pardini

Ilusão

A escuridão do anoitecer que vem anunciar
a luz do amanhecer em seu esplendor,
ódio que invade as vaidades a afastar
o medo que impede a alma de provar o amor!

Solidão que prenuncia a vida em sociedade,
cegueira do espírito que abre a janela
da clara visão de quem vive sem maldade,
a enxergar na fera, a beleza da bela!

Covardia que afugenta com seu medo,
a insegurança daquilo que não se pode ver,
o tempo do amor que de tarde se tornou cedo,
ateu que no templo da vida aprendeu a luz ver!

Na companhia de si mesmo sente o abandono,
em viver uma realidade que é pura ilusão,
descobriu que no limiar da morte não há dono,
senhor do nada, a levar de si, um punhado de emoção!

Imagens de sonhos inundam minha retina,
a bailar como fantoches, profundos pesadelos,
noites com sol, verdejantes montanhas com neblina,
a construir nos erros, vidas secas, sem modelos!

Fino véu de luz a encobrir os olhos da vaidade,
trazem a certeza da dúvida à nossa existência,
trilhar nos caminhos do desapego o encontro da verdade,
da plebe humana, dar ao rei, sua falsa excelência!

Curtos passos que nos encaminham ao profundo,
mostrando quão raso é a profundidade do oceano,
a encarar a doce polaridade do nosso mundo,
na certeza da ignorância é que se comete o engano!

Ventos gelados do eterno vem me aquecer a alma,
retire de minha visão a farpa que hoje me ofusca,
que eu aprenda na flora, a doce magia da fauna
no reverso da fuga, o encontro da minha busca!

Marco Pardini

Chuva

Chuva fina que percorre os céus,
a cair em queda livre a cantarolar,
correndo pelos vales, descortinando véus,
lavando a mentira, ensinando a amar!

Chuva constante que a alma vem tocar,
doce gota do inifinito que toca o telhado,
suave toque que faz o pássaro voar,
lágrima do Olimpo a recordar o passado!

Chuva fina que mata a sede da montanha,
que no tocar a terra, transforma-se em barro,
canta o pássaro, a alegria dessa mágica façanha
pequena porção da vida, aprisionada num jarro!

Chuva constante que o solo vai saborear,
vem com a esperança do Criador abençoar,
o pequeno riacho que alegra o lavrador,
esta singela frase que agradece o trovador!

Marco Pardini