Observar o mundo como uma miragem,
ao cair do céu surge uma tempestade,
sonhar em viver uma vida só de passagem,
cantar e respirar uma ilusão como fosse verdade!
Estranhas cenas da vida nos reserva Deus,
pequenos pontos escuros na imensidão
da solidão humana, reservo esses versos meus,
que na ausência da tua presença, ficam em vão!
Com pegadas esparsas marcamos nosso caminho,
alterando a cada momento irreal nosso semblante,
voando a esmo como um pássaro que perdeu seu ninho,
vivendo na ilusão da vaidade seu último instante!
Sentado no nada busco encolher o tempo,
para que a dor deste momento se esvaia,
fecho os olhos para sonhar com meu intento
ou que o amor me retire dos olhos, o véu de Maya!
Marco Pardini
domingo, 28 de agosto de 2011
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