O beijo que sempre quis
Não foi só um impulso nem só um desejo
Foi um silêncio eterno, alucinante
Que embriagou a alma e ferveu meu sangue
Alexandre Alves
sexta-feira, 6 de abril de 2018
segunda-feira, 19 de março de 2018
Despertar da Consciência
Consciência
do saber que traz à alma, solidão,
num mundo
onde o ruído é a única melodia,
silêncio
profundo que se distrai na comunhão,
daqueles
que vivem consigo, em sintonia!
Consciência
do caminhar refaz novo caminho,
das cinzas
da tormenta uma alma padece,
pelas
pedras, surge uma mão, um carinho,
trazendo
consigo uma presença que enaltece!
Consciência
da vida a espreitar como sentinela,
o anoitecer
da alma cingido pela penumbra,
castelos
distantes, sonhos a fugir pela janela,
numa doce
cantiga que aos ouvidos, vislumbra!
Consciência
do despertar a cerrar no escuro
da
ignorância, aquilo que vibra num pulsar,
traz do
mundo paralelo um poder imaturo,
a ceifar
com doçura o leve poder de amar!
Marco Pardini.
Vazio
Vida que
alimenta de esperanças e pesadelos,
tristes
olhos a espreitar o pranto com desatino,
doce alma a
sentir no espírito a dor dos apelos,
branda
brisa a pulsar no choro, seu destino!
Vida que
alimenta de sonhos e emoções,
amargo
hábito de remar num mar sem fim,
suave alma
a habitar a solidão das ilusões,
serenas lágrimas
a escorrer da tristeza em mim!
Homem, olhe
para seu espelho e veja seus tormentos!
a vida te
ensina a dar mais do que a receber,
o tempo
insiste em ensinar que a vida, são momentos,
a espreitar
a dor humana que tu insistes em viver!
Homem,
caminha na direção do eterno com brandura,
mesmo que o
coração lhe leve no correr de um rio,
a
intensidade da dor que assalta, encare com candura,
pois a
jornada que caminha nada leva, além do vazio!
Marco Pardini
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Solidão
Caminhante solitário a vagar pela cidade,
no entardecer de uma vida de isolamento,
a procura de um abrigo, uma saudade,
que se esvaiu pela razão, pelo tempo!
Pobre criatura a caminhar pela penumbra,
buscando nas pegadas de sua jornada
um sentido para o coração que vislumbra,
o sabor amargo de uma face transformada!
Segue o eremita seu caminho em silêncio,
observando nas ruas obscuras de seu coração,
um sentido para a vida, um prenúncio,
para o entendimento de sua própria solidão!
Estranhas sensações que invadem a alma,
trazendo a reflexão para o que é a vida,
sentado na relva observa seu próprio trauma,
perscrutando na paz, a cura de sua mortal ferida!
Marco Pardini
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Alma gêmea
Alma que toca a outra num simples olhar,
pensamentos que flutuam no universo,
alma conectada num pequeno sussurrar,
singelos gestos de um silêncio imerso!
Alma solitária que convida sua imagem,
a refletir na esperança oculta do desejo,
alma próxima, a se perder na miragem
névoa do tempo que num toque prevejo!
Alma andarilha que caminha na imensidão
do céu colhendo doces frutos de alegria,
alma que reluz na paz de um coração,
ligada pelo débil fio invisível da magia!
Alma que traz na essência uma luz infinita,
doce sombra que inspira este trovador,
alma gêmea que retrata uma paz que incita,
a cantar melodias ao som do mais puro amor!
Marco Pardini
pensamentos que flutuam no universo,
alma conectada num pequeno sussurrar,
singelos gestos de um silêncio imerso!
Alma solitária que convida sua imagem,
a refletir na esperança oculta do desejo,
alma próxima, a se perder na miragem
névoa do tempo que num toque prevejo!
Alma andarilha que caminha na imensidão
do céu colhendo doces frutos de alegria,
alma que reluz na paz de um coração,
ligada pelo débil fio invisível da magia!
Alma que traz na essência uma luz infinita,
doce sombra que inspira este trovador,
alma gêmea que retrata uma paz que incita,
a cantar melodias ao som do mais puro amor!
Marco Pardini
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Reflexões de uma Mente Insana
Olhar a
transpassar o espelho da morte,
reflexo de
uma vida no oásis da ilusão,
areia fina a
retirar da bússola, o seu norte,
retina
humana soprando ao vento, solidão!
Passos
dados num caminho sem fim,
pedras,
flores, aromas de um passeio dominical,
ar
ancestral a esperar na resposta, um sim,
asas agonizantes
a derrubar mais um ser angelical!
Caminhante
do tempo a brincar com a eternidade,
sonhos,
vidas, lágrimas a escorrer pela escuridão,
quarto cuja
chave se perdeu no horizonte da verdade,
pulsar constante
do infinito rumo ao coração!
Olhar
distante a apreciar os momentos de glória,
rugas a
simbolizar as experiências do valente,
trovador a
cantar uma canção de uma vida notória,
medos
insanos...devaneios de uma mente doente!
Marco Pardini
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Mundo Humano
Tristes sonhos de pequenos anciões,
alegres sorrisos de um povo lutador,
medos que consomem mentes e corações,
raiva que desatina o mais lindo amor!
Tristes poesias que canta o trovador,
alegres encontros de almas amigas,
medos que se transformam em pavor,
raiva que desata lágrimas antigas!
Tristes palavras que compõe este verso,
alegres voos de pássaros a cantarolar,
medos que no coração jazem imerso,
raiva que consome o poder de amar!
Tristes são as mensagens deste poema,
alegres são os homens que insistem perdoar,
o medo daquele que se coloca algema,
até que a raiva, enfim, aprenda a amar!
Marco Pardini
alegres sorrisos de um povo lutador,
medos que consomem mentes e corações,
raiva que desatina o mais lindo amor!
Tristes poesias que canta o trovador,
alegres encontros de almas amigas,
medos que se transformam em pavor,
raiva que desata lágrimas antigas!
Tristes palavras que compõe este verso,
alegres voos de pássaros a cantarolar,
medos que no coração jazem imerso,
raiva que consome o poder de amar!
Tristes são as mensagens deste poema,
alegres são os homens que insistem perdoar,
o medo daquele que se coloca algema,
até que a raiva, enfim, aprenda a amar!
Marco Pardini
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