Quando a musa aparece,
feliz, radiante, na tarde fria,
para sonhar nos convida,
para viver uma poesia.
É como um pegar na mão,
seguir a dança,
sentir nos olhos,
do próprio coração,
um pulsar, com calma
na lágrima que desce.
É um doce suspiro,
ao sentir o dia completar,
e nele se aquecer,
como se o ar fosse faltar.
E na escuridão que chega,
soltos, contentes,
pirilampos, brincando
de pega-pega,
unindo nossas almas
quando docemente anoitece.
Pedro Cesquim
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
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