quarta-feira, 2 de abril de 2014
Você menina
Você menina
de olhos meigos,
puramente meigos,
que encantam,
mesmo à distância
dos olhos meus.
Você menina,
sabor d'alma,
que vive n'alma
do poeta,
que sonha na rima
que um dia se perdeu.
Você menina
doce como mel,
de lábios de mel
que não se sentiu;
na saudade que ficou
no suposto adeus.
Você menina
por trás da janela,
uma sombra na janela,
presa no pensamento,
para a eternidade,
como um capricho de Deus.
Pedro Cesquim
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