Alma que escuta no silêncio da noite
palavras, que parece, brotam do nada,
que chegam como um breve açoite,
mantendo seca, a garganta calada.
Mistério que um enlace renova,
na essência de seres em sintonia,
embalados como numa sinfonia,
como num ninho, numa alcova.
E a distância que de ti se faz,
na bruma que o olhar contradiz,
nos dizeres que o vento traz,
saudades de uma flor de lis.
Pedro Cesquim
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