Solitário caminhante que vela seus próprios passos,
em meio ao sussurrar do próprio silêncio em seus ouvidos,
inicia uma viagem profunda para dentro do próprio espaço,
uma luz que explode e irradia paz na mudez de seus gritos!
Durante seu trajeto deixa as marcas de seus pés descalços,
parte de si vai se desprendendo do corpo e se deitando ao chão,
vida solitária que se descobre com o tempo seus íntimos percalços,
livro escrito dia a dia, amores que resplandecem ao coração!
A aurora da vida com o tempo vai se transformando em solidão,
no compasso de um inspirar vem com força a modesta sabedoria,
de compreender que amigos de uma vida inteira um dia se vão,
mas que o reencontro não tarda, pois a vida segue fluxos como melodia!
O amanhã pode não mais existir, o que vale é próximo passo, o olhar
de aceitar que a vida é uma miragem cujo brilho cega o ignorante,
cuja água envenena a mente até que aprendamos como amar,
que o reflexo que vemos dessa viagem interior é miragem somente!
Marco Pardini
domingo, 7 de maio de 2017
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Seu perfume
Seu perfume traz em si um cheiro gostoso
Traz pra mim uma pausa no tempo
Como o mistério de um sonho
Não é superficial nem profundo
Mas perfuma o vento que minh'alma toca
Alexandre Alves
Traz pra mim uma pausa no tempo
Como o mistério de um sonho
Não é superficial nem profundo
Mas perfuma o vento que minh'alma toca
Alexandre Alves
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Doce Beijo
Num instante sem fim
Imerso eu em seu sorriso
Não quero outro amor
Antes do seu primeiro beijo
A tenho na aurora dos meus sonhos
Onde nada ainda existe
Nem o mar, nem o azul
Nem o ar, nem o frio
Somente seu doce beijo
Alexandre
Imerso eu em seu sorriso
Não quero outro amor
Antes do seu primeiro beijo
A tenho na aurora dos meus sonhos
Onde nada ainda existe
Nem o mar, nem o azul
Nem o ar, nem o frio
Somente seu doce beijo
Alexandre
La Isla
Vento gelado
De casa em casa
Ruas sem fim
De letra em letra
Azul profundo
Alma eterna
Do Poeta de sempre
Alexandre
De casa em casa
Ruas sem fim
De letra em letra
Azul profundo
Alma eterna
Do Poeta de sempre
Alexandre
Las Calles de Santiago
As ruas de Santiago tem uma pressa sem fim
Uma beleza curta
Que se perde na imensidão dos espelhos
Alexandre.
Uma beleza curta
Que se perde na imensidão dos espelhos
Alexandre.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Cavaleiro Solitário
Vou seguindo meu destino, construindo meu caminho,
passo a passo vou recriando parede, abrindo janela,
renascendo no tempo do templário, desnudo, sozinho,
num semeio interno da flor de lótus, a mais bela!
Observo nas pegadas de meu destino um estranho sinal,
será o dizer nos grãos de areia de um amor refletido?
perguntas sem resposta de uma alma lavada no sal
da penumbra de um tempo eterno, atrás de um gemido!
Na escuridão do aprisionamento fortalece o abandono,
que o Amor ora um carcereiro, ora o próprio plano de fuga,
liberta das correntes das sombras um coração sem dono,
onde a palavra na linguagem do silêncio não vibra, é muda!
Gestos, carinhos, dizeres proferidos por semblantes desconhecidos,
pontos do universo de Deus em que se consagram as constelações,
num sucessivo deitar de expressões no amanhã do enternecido,
cavaleiro solitário que invade castelos à procura de emoções!
Marco Pardini
passo a passo vou recriando parede, abrindo janela,
renascendo no tempo do templário, desnudo, sozinho,
num semeio interno da flor de lótus, a mais bela!
Observo nas pegadas de meu destino um estranho sinal,
será o dizer nos grãos de areia de um amor refletido?
perguntas sem resposta de uma alma lavada no sal
da penumbra de um tempo eterno, atrás de um gemido!
Na escuridão do aprisionamento fortalece o abandono,
que o Amor ora um carcereiro, ora o próprio plano de fuga,
liberta das correntes das sombras um coração sem dono,
onde a palavra na linguagem do silêncio não vibra, é muda!
Gestos, carinhos, dizeres proferidos por semblantes desconhecidos,
pontos do universo de Deus em que se consagram as constelações,
num sucessivo deitar de expressões no amanhã do enternecido,
cavaleiro solitário que invade castelos à procura de emoções!
Marco Pardini
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Observador
Observo o tempo cantarolando a me espreitar,
inerte, contínuo, suave, passivo a caminhar,
pelos ponteiros da vida uma arte a imitar,
a fragilidade humana que insiste amargurar!
Olho pela janela, uma vida acontecer,
penso ser o passado a me sussurrar,
imagino talvez o futuro a me renascer,
é o
presente que vem meus lábios, amordaçar!
Na viagem do tempo existe apenas o vazio,
do andarilho a desenhar seu próprio caminho,
sem marcas, sem pegadas, uma teia sem fio,
a brindar
o destino eterno numa taça de vinho!
Vida efêmera que num piscar de olhos
desaparece,
cai como folha seca em um espesso jardim,
é no suspirar de um simples segundo que ela
acontece,
sim, a vida que insiste pulsar incessantemente
em mim!
Marco Pardini
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