No olhar do espelho vê-se o próprio reflexo,
Nasce do desejo interior uma estranha vontade,
De criar vidas diversas e mundos sem nexo,
De buscar na aparência da falência, a verdade!
Pequenas pedras são dispostas ao longo do caminho,
Lápides se espalham nessa eterna busca,
De seus espinhos, nascem rosas tocadas pelo carinho,
Cujas mãos do homem sua beleza apenas ofusca!
Árdua e cansativa é a subida à montanha,
O obstáculo, no entanto, envaidece o trovador,
Maior ainda é o caminho que se dirige à entranha,
Pois é nela que se conhece o verdadeiro Amor!
Pontos distantes de luz brilham no enigmático céu,
Silenciosas paragens estelares brindam a cidade,
Indicando que para viver é preciso rasgar o véu
Que oculta nossos olhos da doce Eternidade!
Marco Pardini
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
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