sexta-feira, 11 de março de 2011

Esperança

Olhos vazios que na escuridão levanta
pesadelos sombrios que descem pelo vale
pequenas penumbras que ao solo imanta
passos silenciosos a percorrer o baile!

Miragens humanas invadem o olhar,
cingindo de cores a íris da alma,
colhendo amores na arte de amar,
sussurrando palavras que anima e acalma!

No ponto de luz do espaço infinito,
surge um pequeno pedaço de esperança,
movido pelo doce silêncio do bendito,
caminho de luz na mente e na lembrança!

Olhos repletos de vida, que na luz se fecha!
como flechas solitárias disparam na imensidão,
vivos pontos de luz humana a buscar sua própria meta,
no interior do finito a dispersar e romper a solidão!

Marco Pardini

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