domingo, 3 de abril de 2011

Tempo

Tempo que não permite aos ponteiros da vida parar,
segue sua marcha suave em direção ao infinito,
levando conhecimento aos corações que querem amar,
recobrindo com o pó da terra aqueles que viraram mito!

Tempo sem vida que palpita na eternidade,
inspiração de vida que carrega o poeta,
rio do destino que alimenta a saudade
daqueles que possuem uma verdade incerta!

Tempo que carrega consigo o átomo do abandono,
solitário, em silêncio, a vida humana, se põe a observar
sorrindo por aquele que se intitula rei em seu trono
cuidando do outro, que na escuridão da fé, sai a caminhar!

Saturno, quem és tu, afinal? Grande senhor do Tempo!
irmão celeste que nos brinda com sua cósmica presença,
a demonstrar ao humano a ilusão deste tormento,
demonstrando ao mundo que não existe saúde nem doença,
apenas a eterna lembrança,
da vida deixada no balaústre de um eterno momento!

Marco Pardini

Coração

Coração valente que insiste em se iludir,
sentimento noturno que invade a imensidão,
espaço flutuante, no silêncio vem te acudir,
derramando palavras mudas no solo da ilusão!

Coração solitário que vagueia num delírio em abandono,
estranho sussurrar de sentimentos em oposição,
murmurando na prisão de um corpo sem dono,
sentenças memoráveis de uma outra dimensão!

Coração envaidecido pelo mundo em explosão,
revela raízes de uma mente insana e doentia,
expondo sua fraqueza perante a multidão,
deixando no ar, um rastro fugaz de melancolia!

Coração rebelde que insiste na verdade adormecer,
falsos profetas com palavras virão te conquistar
flertando com palavras esquecidas, quererão te aquecer,
não os ouve, pois seco se tornará teu direito de amar!

Marco Pardini

sexta-feira, 18 de março de 2011

Meu Amor

Oh meu amor
Te quero ao meu lado
Para que teu perfume eternamente fique em minha lembrança
E minha esperança floresça com o amanhecer

Contigo, terei sobre Cronos o poder
Necessário para fazer do tempo o nosso tempo
E da primavera a estação única

Alexandre Alves

terça-feira, 15 de março de 2011

Quatorze de Março

Com o passar dos tempos,
para quase tudo se criou um dia.
Tem o dia de Natal,
que virou o da família.

No nosso aniversário,
é sempre uma grande alegria.
No dia do Ano Novo,
o povo se enche de euforia.

Tem o dia da sogra,
para alguns é uma agonia.
Mas nosso dia das mães,
soa como uma sinfonia.

A independência de setembro,
é tudo o que o país queria.
O papai tão querido,
em agosto se reverencia.

O internacional da mulher,
elas bem que mereciam.
Quando falamos das crianças,
parece o dia da fantasia.

Um Santo da festa junina,
a namoradeira desafia.
O carnaval, que exagero!
Uma semana de alegoria.

Na Páscoa de Nosso Senhor,
o sentido se desassocia.
Para os mortos em novembro,
respeitosas orações se envia.

A comemoração do 14 de março,
quase ninguém sabia.
Mas o poeta sonhador,
vibra com o dia da poesia.

Pedro Cesquim

sexta-feira, 11 de março de 2011

Cavaleiro

Singelos sons que invadem meu pensamento,
solitário fico num quarto sentado a observar,
nuvens que passam refletindo o espaço, o tempo,
segundos que voam no horizonte de um olhar!

Natureza faminta cujos cantos vêm soltar,
singulares frases que o silêncio vem omitir,
gotas de chuva que açoitam o alto mar,
lágrimas de sangue que delatam o fingir!

Estranhos seres de luz aparecem no luar,
fadas, sereias, gnomos, ondinas a renascer,
na mente doentia ressurge a arte de tear,
mentiras infames que insistem em crescer!

Dia virá onde a fama de um nobre cavaleiro
em vestes de plebeu ao povo irá aparecer,
cantando canções de amor ao nevoeiro,
na armadura recolhe a paz do alvorecer!

Marco Pardini

Tristeza

Triste ato de sonhar um sonho escuro,
pedaços de um véu da vida descortinado
sentimentos sombrios transformam o impuro,
mazelas do coração desafiando um amado!

Triste canto do pássaro na escuridão
da vida que insiste em se levantar
trazendo consigo nas unhas a emoção
uma singela verdade do ato de ceifar!

Triste emoção a percorrer os arredores
do espírito. Ei de um dia te descobrir,
no labirinto da vida, mais corredores
a gritar pela vida e à morte, com amor impedir!

Triste sonho que da noite restou um pesadelo,
correntes que aprisionam o passageiro,
vida que descerra do barro um novo modelo,
em recriar na realidade insana, um mensageiro!

Marco Pardini

Esperança

Olhos vazios que na escuridão levanta
pesadelos sombrios que descem pelo vale
pequenas penumbras que ao solo imanta
passos silenciosos a percorrer o baile!

Miragens humanas invadem o olhar,
cingindo de cores a íris da alma,
colhendo amores na arte de amar,
sussurrando palavras que anima e acalma!

No ponto de luz do espaço infinito,
surge um pequeno pedaço de esperança,
movido pelo doce silêncio do bendito,
caminho de luz na mente e na lembrança!

Olhos repletos de vida, que na luz se fecha!
como flechas solitárias disparam na imensidão,
vivos pontos de luz humana a buscar sua própria meta,
no interior do finito a dispersar e romper a solidão!

Marco Pardini

Soneto de um Amor infinito

Meu amor por ti sempre existiu, Além do tempo e das eras passadas, Teus olhos despertaram minhas estradas, E ao te tocar, meu mundo se ...