Olho noturno que os homens vem velar,
inerte em sua trajetória observa distante,
magia, mistério que às mulheres faz cegar,
face do sol refletida, luz que se torna ausente!
Senhora silenciosa que orbita a humanidade,
guardando segredos de um passado dormente,
companheira inseparável do pequeno viajante,
anunciadora da noite escura, luz nascente!
Senhora que observa a fugaz natureza humana,
de sua presença o coração semeia os amores,
pequeno astro perdido no espaço que emana
a vontade de curar os mares e, do parto, as dores!
Rainha amiga que rege na mulher, a gestação,
pálida, serena, espelho que reflete a alma nua,
sacerdotisa que aos trovadores inspira emoção,
pequena porção de Deus, nossa bela e solitária Lua!
Marco Pardini
segunda-feira, 30 de maio de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Oração
Ondas de luz que viajam pela imensidão,
chicoteiam como balas perdidas na alma,
partículas de amor que invadem o coração,
raios de sol que o espírito conforta e acalma!
Finos fios que tecem a tênue linha da vida,
árvore frondosa que germinou da semente,
suor sagrado que do obreiro respinga e nos convida
a pronunciar a palavra secreta que jaz no peito dormente!
Suave gesto que docemente fala sem ser ouvido,
ressoa no universo calado o grito de um apelo,
mágico momento que a todo homem é sentido,
carta endereçada ao espaço sem cola, sem selo!
Aquele que do pesadelo da morte se levanta,
que debruça de joelhos ao pé da cama,
num simples gesto de gratidão,
no sorriso do espírito a todos imanta,
que da teia do conflito desfaz a trama,
ama calado, sem dor, sem nada,
sente apenas uma doce chama,
que arde no peito e na mente,
e que a todos conhece como o poder da oração!
Marco Pardini
chicoteiam como balas perdidas na alma,
partículas de amor que invadem o coração,
raios de sol que o espírito conforta e acalma!
Finos fios que tecem a tênue linha da vida,
árvore frondosa que germinou da semente,
suor sagrado que do obreiro respinga e nos convida
a pronunciar a palavra secreta que jaz no peito dormente!
Suave gesto que docemente fala sem ser ouvido,
ressoa no universo calado o grito de um apelo,
mágico momento que a todo homem é sentido,
carta endereçada ao espaço sem cola, sem selo!
Aquele que do pesadelo da morte se levanta,
que debruça de joelhos ao pé da cama,
num simples gesto de gratidão,
no sorriso do espírito a todos imanta,
que da teia do conflito desfaz a trama,
ama calado, sem dor, sem nada,
sente apenas uma doce chama,
que arde no peito e na mente,
e que a todos conhece como o poder da oração!
Marco Pardini
domingo, 3 de abril de 2011
Tempo
Tempo que não permite aos ponteiros da vida parar,
segue sua marcha suave em direção ao infinito,
levando conhecimento aos corações que querem amar,
recobrindo com o pó da terra aqueles que viraram mito!
Tempo sem vida que palpita na eternidade,
inspiração de vida que carrega o poeta,
rio do destino que alimenta a saudade
daqueles que possuem uma verdade incerta!
Tempo que carrega consigo o átomo do abandono,
solitário, em silêncio, a vida humana, se põe a observar
sorrindo por aquele que se intitula rei em seu trono
cuidando do outro, que na escuridão da fé, sai a caminhar!
Saturno, quem és tu, afinal? Grande senhor do Tempo!
irmão celeste que nos brinda com sua cósmica presença,
a demonstrar ao humano a ilusão deste tormento,
demonstrando ao mundo que não existe saúde nem doença,
apenas a eterna lembrança,
da vida deixada no balaústre de um eterno momento!
Marco Pardini
segue sua marcha suave em direção ao infinito,
levando conhecimento aos corações que querem amar,
recobrindo com o pó da terra aqueles que viraram mito!
Tempo sem vida que palpita na eternidade,
inspiração de vida que carrega o poeta,
rio do destino que alimenta a saudade
daqueles que possuem uma verdade incerta!
Tempo que carrega consigo o átomo do abandono,
solitário, em silêncio, a vida humana, se põe a observar
sorrindo por aquele que se intitula rei em seu trono
cuidando do outro, que na escuridão da fé, sai a caminhar!
Saturno, quem és tu, afinal? Grande senhor do Tempo!
irmão celeste que nos brinda com sua cósmica presença,
a demonstrar ao humano a ilusão deste tormento,
demonstrando ao mundo que não existe saúde nem doença,
apenas a eterna lembrança,
da vida deixada no balaústre de um eterno momento!
Marco Pardini
Coração
Coração valente que insiste em se iludir,
sentimento noturno que invade a imensidão,
espaço flutuante, no silêncio vem te acudir,
derramando palavras mudas no solo da ilusão!
Coração solitário que vagueia num delírio em abandono,
estranho sussurrar de sentimentos em oposição,
murmurando na prisão de um corpo sem dono,
sentenças memoráveis de uma outra dimensão!
Coração envaidecido pelo mundo em explosão,
revela raízes de uma mente insana e doentia,
expondo sua fraqueza perante a multidão,
deixando no ar, um rastro fugaz de melancolia!
Coração rebelde que insiste na verdade adormecer,
falsos profetas com palavras virão te conquistar
flertando com palavras esquecidas, quererão te aquecer,
não os ouve, pois seco se tornará teu direito de amar!
Marco Pardini
sentimento noturno que invade a imensidão,
espaço flutuante, no silêncio vem te acudir,
derramando palavras mudas no solo da ilusão!
Coração solitário que vagueia num delírio em abandono,
estranho sussurrar de sentimentos em oposição,
murmurando na prisão de um corpo sem dono,
sentenças memoráveis de uma outra dimensão!
Coração envaidecido pelo mundo em explosão,
revela raízes de uma mente insana e doentia,
expondo sua fraqueza perante a multidão,
deixando no ar, um rastro fugaz de melancolia!
Coração rebelde que insiste na verdade adormecer,
falsos profetas com palavras virão te conquistar
flertando com palavras esquecidas, quererão te aquecer,
não os ouve, pois seco se tornará teu direito de amar!
Marco Pardini
sexta-feira, 18 de março de 2011
Meu Amor
Oh meu amor
Te quero ao meu lado
Para que teu perfume eternamente fique em minha lembrança
E minha esperança floresça com o amanhecer
Contigo, terei sobre Cronos o poder
Necessário para fazer do tempo o nosso tempo
E da primavera a estação única
Alexandre Alves
Te quero ao meu lado
Para que teu perfume eternamente fique em minha lembrança
E minha esperança floresça com o amanhecer
Contigo, terei sobre Cronos o poder
Necessário para fazer do tempo o nosso tempo
E da primavera a estação única
Alexandre Alves
terça-feira, 15 de março de 2011
Quatorze de Março
Com o passar dos tempos,
para quase tudo se criou um dia.
Tem o dia de Natal,
que virou o da família.
No nosso aniversário,
é sempre uma grande alegria.
No dia do Ano Novo,
o povo se enche de euforia.
Tem o dia da sogra,
para alguns é uma agonia.
Mas nosso dia das mães,
soa como uma sinfonia.
A independência de setembro,
é tudo o que o país queria.
O papai tão querido,
em agosto se reverencia.
O internacional da mulher,
elas bem que mereciam.
Quando falamos das crianças,
parece o dia da fantasia.
Um Santo da festa junina,
a namoradeira desafia.
O carnaval, que exagero!
Uma semana de alegoria.
Na Páscoa de Nosso Senhor,
o sentido se desassocia.
Para os mortos em novembro,
respeitosas orações se envia.
A comemoração do 14 de março,
quase ninguém sabia.
Mas o poeta sonhador,
vibra com o dia da poesia.
Pedro Cesquim
para quase tudo se criou um dia.
Tem o dia de Natal,
que virou o da família.
No nosso aniversário,
é sempre uma grande alegria.
No dia do Ano Novo,
o povo se enche de euforia.
Tem o dia da sogra,
para alguns é uma agonia.
Mas nosso dia das mães,
soa como uma sinfonia.
A independência de setembro,
é tudo o que o país queria.
O papai tão querido,
em agosto se reverencia.
O internacional da mulher,
elas bem que mereciam.
Quando falamos das crianças,
parece o dia da fantasia.
Um Santo da festa junina,
a namoradeira desafia.
O carnaval, que exagero!
Uma semana de alegoria.
Na Páscoa de Nosso Senhor,
o sentido se desassocia.
Para os mortos em novembro,
respeitosas orações se envia.
A comemoração do 14 de março,
quase ninguém sabia.
Mas o poeta sonhador,
vibra com o dia da poesia.
Pedro Cesquim
sexta-feira, 11 de março de 2011
Cavaleiro
Singelos sons que invadem meu pensamento,
solitário fico num quarto sentado a observar,
nuvens que passam refletindo o espaço, o tempo,
segundos que voam no horizonte de um olhar!
Natureza faminta cujos cantos vêm soltar,
singulares frases que o silêncio vem omitir,
gotas de chuva que açoitam o alto mar,
lágrimas de sangue que delatam o fingir!
Estranhos seres de luz aparecem no luar,
fadas, sereias, gnomos, ondinas a renascer,
na mente doentia ressurge a arte de tear,
mentiras infames que insistem em crescer!
Dia virá onde a fama de um nobre cavaleiro
em vestes de plebeu ao povo irá aparecer,
cantando canções de amor ao nevoeiro,
na armadura recolhe a paz do alvorecer!
Marco Pardini
solitário fico num quarto sentado a observar,
nuvens que passam refletindo o espaço, o tempo,
segundos que voam no horizonte de um olhar!
Natureza faminta cujos cantos vêm soltar,
singulares frases que o silêncio vem omitir,
gotas de chuva que açoitam o alto mar,
lágrimas de sangue que delatam o fingir!
Estranhos seres de luz aparecem no luar,
fadas, sereias, gnomos, ondinas a renascer,
na mente doentia ressurge a arte de tear,
mentiras infames que insistem em crescer!
Dia virá onde a fama de um nobre cavaleiro
em vestes de plebeu ao povo irá aparecer,
cantando canções de amor ao nevoeiro,
na armadura recolhe a paz do alvorecer!
Marco Pardini
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Soneto de um Amor infinito
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