quarta-feira, 4 de junho de 2014

Soneto da ausência


Voz  que  se desfez na despedida,
num  instante  marcado no tempo,
duas lágrimas no canto escondidas,
em  olhares perdidos pelo campo.

Um sonho pelo meio do caminho
na  angustia de  uma separação,
uma dor profunda de um espinho
encravado no centro do coração.

Uma  solidão incontida, dolorida,                        
num longo, longo distanciamento,                           
exaurindo por total a resistência.          

Na  alma,  eternamente sentida,                              
sobrou  apenas  como alimento;                              
a saudade de sua doce ausência.

Pedro Cesquim

terça-feira, 27 de maio de 2014

Um sonho, talvez...

Um sonho talvez,
somente pensado,
num confundir de olhares,
apenas uma vez...

Na tarde de outono que vai,
nas folhas amareladas que caem,
pelo calor do sol,
ou na ordem superior, do pai.

Rima inacabada,
como o beijo não dado,
pelo poeta,
com a vida açoitada.

Naqueles meigos olhos,
sonhadores, sérios,
um mistério eterno,
n'alma recolho.

Apenas uma vez; mais;
pensamento confuso,
em cada novo olhar,
um sonho talvez...

Pedro Cesquim

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Libertação



Quero soltar-me no espaço vazio da consciência
sem medo da queda, sem medo do vale,
perceber minha mente livre a vagar na intransigência
de um segundo. A meditar na beleza de um único detalhe!

Que meus olhos tenham o brilho do enamorado,
que minha mente construa belos castelos,
tecendo no fino fio da vida um ponto enevoado,
em meio à turva imagem de seu semblante singelo!

Que o coração me impulsione por um caminho
onde a guerra e o amor sejam apenas companheiros
de um longo caminhar de cumplicidade e de carinho,
em que minhas mãos possam tocar o interno mosteiro!

Que as lágrimas banhem o cristal líquido da vida,
derramando um espesso véu de esperança,
ao tormento que me assola, que me convida,
a libertar do peso de minhas asas esta humana herança!

Marco Pardini

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Você menina


Você menina
de olhos meigos,
puramente meigos,
que encantam,
mesmo à distância
dos olhos meus.

Você menina,
sabor d'alma,
que vive n'alma
do poeta,
que sonha na rima
que um dia se perdeu.

Você menina
doce como mel,
de lábios de mel
que não se sentiu;
na saudade que ficou
no suposto adeus.

Você menina
por trás da janela,
uma sombra na janela,
presa no pensamento,
para a eternidade,
como um capricho de Deus.

Pedro Cesquim

terça-feira, 18 de março de 2014

Renascer

Todos os dias eu nasço com o Sol
Com a vida pulsando em meu peito
Como se a estrada não tivesse fim
E meu destino fosse o infinito

A cada minuto passo pela Glória
Do meu Tempo e nem percebo que envelheço
E que aos poucos me transformo em passado
Como o último inverno que não vi

Mas renasço todos os dias como o Sol
E renovo minhas esperanças a cada
Passo que dou nesse longo caminho.

Alexandre Alves

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Saudade



A saudade as vezes se apresenta como um cheiro de flor,
Como um pedacinho azul do céu.
As vezes vai, as vezes vem,
Mas quando é assim, é bom,
É como chuva passageira que refresca os sonhos.

Alexandre Alves

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Estranho Silêncio

Olhares que cruzam o ambiente sagrado,
silenciosas vozes que tingem um céu colorido,
ocultas mensagens chegam a um coração atado
pela sombra de um medo passado...refletido!

Estranhos sentimentos renascem do oriente,
caminhos sinuosos que conduzem ao interno vale,
jovem alma que habita um corpo velho e doente,
que na imensidão da paz, o coração se abrande...se cale!

Desejos ardentes que enfeitiçam o forasteiro,
solidão que assola o deserto e sua paisagem,
vai o andarilho solitário em busca do mensageiro
a trazer em sua bolsa, um espelho, sua imagem!

Vidas curtas consumidas por uma secreta fonte,
cortam a esperança de rever no horizonte, o sol renascer,
pegadas na areia que desaparecem no horizonte,
como presente, permitirão a fagulha do amor florescer!

Marco Pardini.

Soneto de um Amor infinito

Meu amor por ti sempre existiu, Além do tempo e das eras passadas, Teus olhos despertaram minhas estradas, E ao te tocar, meu mundo se ...