A solidão tem cheiro de chuva
E muitas vezes escorre pelos nossos sonhos
Como se fosse feita de nada
A solidão é isso mesmo: uma falta de tudo
Uma paz profunda
Alexandre Alves.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Busca Interior
No olhar do espelho vê-se o próprio reflexo,
Nasce do desejo interior uma estranha vontade,
De criar vidas diversas e mundos sem nexo,
De buscar na aparência da falência, a verdade!
Pequenas pedras são dispostas ao longo do caminho,
Lápides se espalham nessa eterna busca,
De seus espinhos, nascem rosas tocadas pelo carinho,
Cujas mãos do homem sua beleza apenas ofusca!
Árdua e cansativa é a subida à montanha,
O obstáculo, no entanto, envaidece o trovador,
Maior ainda é o caminho que se dirige à entranha,
Pois é nela que se conhece o verdadeiro Amor!
Pontos distantes de luz brilham no enigmático céu,
Silenciosas paragens estelares brindam a cidade,
Indicando que para viver é preciso rasgar o véu
Que oculta nossos olhos da doce Eternidade!
Marco Pardini
Nasce do desejo interior uma estranha vontade,
De criar vidas diversas e mundos sem nexo,
De buscar na aparência da falência, a verdade!
Pequenas pedras são dispostas ao longo do caminho,
Lápides se espalham nessa eterna busca,
De seus espinhos, nascem rosas tocadas pelo carinho,
Cujas mãos do homem sua beleza apenas ofusca!
Árdua e cansativa é a subida à montanha,
O obstáculo, no entanto, envaidece o trovador,
Maior ainda é o caminho que se dirige à entranha,
Pois é nela que se conhece o verdadeiro Amor!
Pontos distantes de luz brilham no enigmático céu,
Silenciosas paragens estelares brindam a cidade,
Indicando que para viver é preciso rasgar o véu
Que oculta nossos olhos da doce Eternidade!
Marco Pardini
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Compaixão
Estar ao lado sem estar presente,
tocar a face do eterno amor,
é dizer com carinho aquilo que sente,
sem ser sol, transmitir calor!
Andar ao lado sem ter expressão,
beijar a fonte eterna de vida,
acariciar com a alma o coração,
e imprimir no peito a imagem sofrida!
Sentar ao lado mesmo que distante,
e sentir no corpo as marcas do tempo,
ouvir no silêncio o grito sufocante
de uma voz perdida no vento!
Deitar ao lado da solitária presença,
num simples palpitar de um coração,
é assinar no espírito sua sentença,
e permitir a si o despertar da compaixão!
Marco Pardini
tocar a face do eterno amor,
é dizer com carinho aquilo que sente,
sem ser sol, transmitir calor!
Andar ao lado sem ter expressão,
beijar a fonte eterna de vida,
acariciar com a alma o coração,
e imprimir no peito a imagem sofrida!
Sentar ao lado mesmo que distante,
e sentir no corpo as marcas do tempo,
ouvir no silêncio o grito sufocante
de uma voz perdida no vento!
Deitar ao lado da solitária presença,
num simples palpitar de um coração,
é assinar no espírito sua sentença,
e permitir a si o despertar da compaixão!
Marco Pardini
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Desejo
Que todos os dias ao anoitecer,
seu sonho voe como papel ,
seu olhar vislumbre o por do sol,
sua lágrima role ao som de Ravel.
Que em cada novo anoitecer,
sua sabedoria assoberbe-se,
suas energias se renovem,
seus olhos re-encantem-se.
Que sempre ao anoitecer,
aumente o desejo de amar,
que você suspire de emoção,
Se encantando com o luar.
Que ao sabor do anoitecer,
seu coração repouse, sonhe,
ame, viva, e ansiosamente,
sua alma espere o alvorecer.
Pedro Cesquim.
seu sonho voe como papel ,
seu olhar vislumbre o por do sol,
sua lágrima role ao som de Ravel.
Que em cada novo anoitecer,
sua sabedoria assoberbe-se,
suas energias se renovem,
seus olhos re-encantem-se.
Que sempre ao anoitecer,
aumente o desejo de amar,
que você suspire de emoção,
Se encantando com o luar.
Que ao sabor do anoitecer,
seu coração repouse, sonhe,
ame, viva, e ansiosamente,
sua alma espere o alvorecer.
Pedro Cesquim.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Sagrado Silêncio
E que o silêncio que permeia o espaço,
Deixe em seu coração apenas um traço,
Da esperança que o eterno existe,
Do caminhar à luz que no espírito persiste!
E nesse estado me ponho a pensar,
Será loucura ou será bobagem?
Aos loucos basta liberar as asas para sonhar,
Aos bobos, lutar pela perdida coragem!
E na lágrima de um orvalho crescem as flores,
E na busca pela vida conheço meus amores,
No escuro silêncio de minha mente
Escuto o suspiro do Onipresente,
A saudar o singelo e majestoso guardião,
Forte como o aço, sensível como o coração,
A pequena águia que a aurora desperta
Rumo ao infinito vôo da alma liberta!
Marco Pardini
Deixe em seu coração apenas um traço,
Da esperança que o eterno existe,
Do caminhar à luz que no espírito persiste!
E nesse estado me ponho a pensar,
Será loucura ou será bobagem?
Aos loucos basta liberar as asas para sonhar,
Aos bobos, lutar pela perdida coragem!
E na lágrima de um orvalho crescem as flores,
E na busca pela vida conheço meus amores,
No escuro silêncio de minha mente
Escuto o suspiro do Onipresente,
A saudar o singelo e majestoso guardião,
Forte como o aço, sensível como o coração,
A pequena águia que a aurora desperta
Rumo ao infinito vôo da alma liberta!
Marco Pardini
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Antes que seja tarde!
Pai... como é bom dizer teu nome...
Podias ter qualquer um:
João, José,
Marcos ou Antonio,
mas, para mim,
teu nome seria
Pai, apenas.
Somente, pai...
Apenas, pai...
Pai, tu que me geraste
e criaste,
tu que me viste nascer
e crescer,
é a ti, Pai,
que dedico estes versos meus.
Não somente com poético
intuito,
ou, somente,
por agradar,
te querer,
ou, ainda,
por outra inspiração
me faltar.
Não...
É para ti, Pai,
que insuflou-me a vida,
quero dizer aquilo que,
talvez,
não consiga,
por serem tão limitadas
as palavras,
e por serem
tão poucas
as linhas...
Pai, ao dizer o nome teu,
sinto inundar-me
o coração,
de ternura e amor...
A vista se me turva,
ao querer, através
das lágrimas,
enxergar,
tanta aquiescência e
brandura.
O nó que me aperta
a garganta,
só não é mais forte,
que o nó de amor,
que a ti,
me prende.
Pai, tu que como o sol,
me iluminas,
que como a água,
me refrescas e,
as dores,
amenizas,
que como o pão,
alimentas-me,
a vida e os sonhos,
é a ti Pai, que peço,
compreensão.
Sim, Pai,
com a humildade da erva,
que se curva ante o jatobá
frondoso,
curvo-me perante a ti.
Como as folhas que sussurram ao vento,
venho a ti, também,
sussurrar de um perdão,
o pedido ...
Perdão pelas faltas minhas,
perdão por de tanto afeto
carecer,
perdão por te amar
e te ferir,
perdão, por não reconhecer
quão grande é teu amor.
Perdão pelas vezes que não chego a ti,
e aos ouvidos teus,
como do rouxinol,
o canoro canto,
mas como o rugir de trovões,
atordoante,
cego e ensurdecedor,
de tempestades,
as noites...
Perdão por esquecer ser eu,
tua filha...
Perdoa, Pai,
este insignificante ser,
que possui, como as flores,
da vida,
apenas um sopro,
que nas intempéries
como rosa altaneira
e orgulhosa,
se esquece,
que só as modestas
violetas
poupam...
E tão curto o tempo, Pai,
tão efêmera a vida...
Tu que me ensinaste,
do mal e do bem,
a distinguir,
o feio do belo,
o carnal do sublime,
perdoa esta filha tua,
que, para te dar,
tanto amor tem,
mas que, como os caracóis do jardim,
e os mariscos da praia,
se fecha e se esconde,
por, o caminho mais curto,
do entendimento,
apenas,
desconhecer...
Há quanto tempo , Pai,
quero dizer-te,
quero gritar-te e ao mundo:
- "Pai, como é bom ser tua filha."
Telma Regina
Podias ter qualquer um:
João, José,
Marcos ou Antonio,
mas, para mim,
teu nome seria
Pai, apenas.
Somente, pai...
Apenas, pai...
Pai, tu que me geraste
e criaste,
tu que me viste nascer
e crescer,
é a ti, Pai,
que dedico estes versos meus.
Não somente com poético
intuito,
ou, somente,
por agradar,
te querer,
ou, ainda,
por outra inspiração
me faltar.
Não...
É para ti, Pai,
que insuflou-me a vida,
quero dizer aquilo que,
talvez,
não consiga,
por serem tão limitadas
as palavras,
e por serem
tão poucas
as linhas...
Pai, ao dizer o nome teu,
sinto inundar-me
o coração,
de ternura e amor...
A vista se me turva,
ao querer, através
das lágrimas,
enxergar,
tanta aquiescência e
brandura.
O nó que me aperta
a garganta,
só não é mais forte,
que o nó de amor,
que a ti,
me prende.
Pai, tu que como o sol,
me iluminas,
que como a água,
me refrescas e,
as dores,
amenizas,
que como o pão,
alimentas-me,
a vida e os sonhos,
é a ti Pai, que peço,
compreensão.
Sim, Pai,
com a humildade da erva,
que se curva ante o jatobá
frondoso,
curvo-me perante a ti.
Como as folhas que sussurram ao vento,
venho a ti, também,
sussurrar de um perdão,
o pedido ...
Perdão pelas faltas minhas,
perdão por de tanto afeto
carecer,
perdão por te amar
e te ferir,
perdão, por não reconhecer
quão grande é teu amor.
Perdão pelas vezes que não chego a ti,
e aos ouvidos teus,
como do rouxinol,
o canoro canto,
mas como o rugir de trovões,
atordoante,
cego e ensurdecedor,
de tempestades,
as noites...
Perdão por esquecer ser eu,
tua filha...
Perdoa, Pai,
este insignificante ser,
que possui, como as flores,
da vida,
apenas um sopro,
que nas intempéries
como rosa altaneira
e orgulhosa,
se esquece,
que só as modestas
violetas
poupam...
E tão curto o tempo, Pai,
tão efêmera a vida...
Tu que me ensinaste,
do mal e do bem,
a distinguir,
o feio do belo,
o carnal do sublime,
perdoa esta filha tua,
que, para te dar,
tanto amor tem,
mas que, como os caracóis do jardim,
e os mariscos da praia,
se fecha e se esconde,
por, o caminho mais curto,
do entendimento,
apenas,
desconhecer...
Há quanto tempo , Pai,
quero dizer-te,
quero gritar-te e ao mundo:
- "Pai, como é bom ser tua filha."
Telma Regina
Metáforas
Alma que voa, livre, solta,
como pássaro que canta,
na natureza viva, na lida,
na poesia que encanta,
no sangue que vai e volta.
Alma que sonha e jura,
quando a química atrai;
e se transforma em vida,
na doce lágrima que cai,
da jovem que amadura.
Alma, do peito evapora,
eclode da castidade,
uma sensação doída,
um sabor, felicidade,
como uma metáfora.
Pedro Cesquim
como pássaro que canta,
na natureza viva, na lida,
na poesia que encanta,
no sangue que vai e volta.
Alma que sonha e jura,
quando a química atrai;
e se transforma em vida,
na doce lágrima que cai,
da jovem que amadura.
Alma, do peito evapora,
eclode da castidade,
uma sensação doída,
um sabor, felicidade,
como uma metáfora.
Pedro Cesquim
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Soneto de um Amor infinito
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