Como uma suave sonata
O silêncio me acalma
E lança-me no mais profundo mistério
Que comigo trago: as sombras de minha inquietude
Alexandre Alves.
domingo, 9 de outubro de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
Véu de Maya
Observar o mundo como uma miragem,
ao cair do céu surge uma tempestade,
sonhar em viver uma vida só de passagem,
cantar e respirar uma ilusão como fosse verdade!
Estranhas cenas da vida nos reserva Deus,
pequenos pontos escuros na imensidão
da solidão humana, reservo esses versos meus,
que na ausência da tua presença, ficam em vão!
Com pegadas esparsas marcamos nosso caminho,
alterando a cada momento irreal nosso semblante,
voando a esmo como um pássaro que perdeu seu ninho,
vivendo na ilusão da vaidade seu último instante!
Sentado no nada busco encolher o tempo,
para que a dor deste momento se esvaia,
fecho os olhos para sonhar com meu intento
ou que o amor me retire dos olhos, o véu de Maya!
Marco Pardini
ao cair do céu surge uma tempestade,
sonhar em viver uma vida só de passagem,
cantar e respirar uma ilusão como fosse verdade!
Estranhas cenas da vida nos reserva Deus,
pequenos pontos escuros na imensidão
da solidão humana, reservo esses versos meus,
que na ausência da tua presença, ficam em vão!
Com pegadas esparsas marcamos nosso caminho,
alterando a cada momento irreal nosso semblante,
voando a esmo como um pássaro que perdeu seu ninho,
vivendo na ilusão da vaidade seu último instante!
Sentado no nada busco encolher o tempo,
para que a dor deste momento se esvaia,
fecho os olhos para sonhar com meu intento
ou que o amor me retire dos olhos, o véu de Maya!
Marco Pardini
Sabedoria
Caminhar no silêncio da solidão,
deixando pequenas pegadas ao vento,
tocando as pedras do destino com o coração,
escorrendo na face, uma lágrima do tempo!
Sopro do Destino vem me abençoar,
toca minha pele com o fogo do Amor,
lava minha alma com o desejo de cantar,
aquece meu espírito com a Paz e o torpor!
Longo e sinuoso é o caminho solitário,
passos que conduzem à uma direção,
silencioso caminhar de um eremita voluntário,
a romper sua jornada com a força da emoção!
Milagres da vida vêm me enriquecer,
com o sinal da sabedoria secreta,
aquela que escreve nas estrelas, o anoitecer,
no espelho da vida, o Eterno, de forma simples e discreta!
Marco Pardini
deixando pequenas pegadas ao vento,
tocando as pedras do destino com o coração,
escorrendo na face, uma lágrima do tempo!
Sopro do Destino vem me abençoar,
toca minha pele com o fogo do Amor,
lava minha alma com o desejo de cantar,
aquece meu espírito com a Paz e o torpor!
Longo e sinuoso é o caminho solitário,
passos que conduzem à uma direção,
silencioso caminhar de um eremita voluntário,
a romper sua jornada com a força da emoção!
Milagres da vida vêm me enriquecer,
com o sinal da sabedoria secreta,
aquela que escreve nas estrelas, o anoitecer,
no espelho da vida, o Eterno, de forma simples e discreta!
Marco Pardini
sábado, 2 de julho de 2011
Transformação Interior
Miragens mentais vivem a me enganar,
mesmo na multidão, sigo num deserto solitário,
procurando na areia o real sentido do infinito amar,
fugindo do vigiar de um silêncio involuntário!
Imagens povoam meu universo interior,
vozes que ressoam no labirinto sentimental,
olhos venenosos a espreitar com medo e terror,
daquele que afastou de si, o mundo celestial!
Doce fruto que ao morder se transforma em veneno,
ceifando a vida daquele que caminha sem destino,
levado com o vento, sem palavras, sem aceno,
deixando apenas a pegada de um triste peregrino!
Oh vida terrena, escutai este servo que insiste lhe falar,
cujos pés maltratados pelos espinhos da caminhada,
refletem a dor da angústia, num coração contente a tagarelar:
O amor enfim chegou! A iluminar o novo dia desde a madrugada!
Marco Pardini
mesmo na multidão, sigo num deserto solitário,
procurando na areia o real sentido do infinito amar,
fugindo do vigiar de um silêncio involuntário!
Imagens povoam meu universo interior,
vozes que ressoam no labirinto sentimental,
olhos venenosos a espreitar com medo e terror,
daquele que afastou de si, o mundo celestial!
Doce fruto que ao morder se transforma em veneno,
ceifando a vida daquele que caminha sem destino,
levado com o vento, sem palavras, sem aceno,
deixando apenas a pegada de um triste peregrino!
Oh vida terrena, escutai este servo que insiste lhe falar,
cujos pés maltratados pelos espinhos da caminhada,
refletem a dor da angústia, num coração contente a tagarelar:
O amor enfim chegou! A iluminar o novo dia desde a madrugada!
Marco Pardini
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Estou aqui
Onde estou?
Estou na sombra que te persegue
na rua, no clarão da lua.
Na chuva, que cai
pelo teu corpo,
explorando mistérios,
gerando um doce ai!
Estou na noite, que embala
seu sonho, alegre, risonho.
Na flor do jardim,
que enfeita
seus cabelos,
como um colorido jasmim.
Estou na calma expressa
na fé, sentida pelo abaeté.
Na oração,
que reluz, que ilumina
seus caminhos,
que brota do coração.
Estou na luz estelar,
clara, que amor declara,
em seu olhar,
romântico,
que sonha, que respira
e se perde no mar.
Estou na aura, do tudo,
no nada, nos lábios da amada.
Na vida, nesse frenesi
que eclode, no vermelho
de dentro de minh´alma
que anseia por ti.
Pedro Cesquim
Estou na sombra que te persegue
na rua, no clarão da lua.
Na chuva, que cai
pelo teu corpo,
explorando mistérios,
gerando um doce ai!
Estou na noite, que embala
seu sonho, alegre, risonho.
Na flor do jardim,
que enfeita
seus cabelos,
como um colorido jasmim.
Estou na calma expressa
na fé, sentida pelo abaeté.
Na oração,
que reluz, que ilumina
seus caminhos,
que brota do coração.
Estou na luz estelar,
clara, que amor declara,
em seu olhar,
romântico,
que sonha, que respira
e se perde no mar.
Estou na aura, do tudo,
no nada, nos lábios da amada.
Na vida, nesse frenesi
que eclode, no vermelho
de dentro de minh´alma
que anseia por ti.
Pedro Cesquim
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Comigo mesmo
Atitude insana,
que emana da testa,
que flui no vermelho,
que o corpo retém.
Que não me convém,
como um vai e vem,
das ondas do mar.
Da cabeça que esquenta,
que não se agüenta,
quando as vezes,
um louco lamento,
como tormento,
atormenta o pensamento,
destruindo um sonhar!
Uma voz que clama,
uma chama na trama,
que envolve, que move,
na essência do ser.
Lá dentro, profundo,
n´alma que chora,
sob a luz do luar.
No beijo não dado,
um sussurro melado,
como um doce pecado.
Num encanto,
da folha que cai,
no outono que vai,
comigo a conversar.
Pedro Cesquim
que emana da testa,
que flui no vermelho,
que o corpo retém.
Que não me convém,
como um vai e vem,
das ondas do mar.
Da cabeça que esquenta,
que não se agüenta,
quando as vezes,
um louco lamento,
como tormento,
atormenta o pensamento,
destruindo um sonhar!
Uma voz que clama,
uma chama na trama,
que envolve, que move,
na essência do ser.
Lá dentro, profundo,
n´alma que chora,
sob a luz do luar.
No beijo não dado,
um sussurro melado,
como um doce pecado.
Num encanto,
da folha que cai,
no outono que vai,
comigo a conversar.
Pedro Cesquim
sábado, 4 de junho de 2011
Outono
Percebi que a vida para mim
Mais sentido tem no outono
Onde o vento gelado
Anuncia a minha efemeridade
Doce como o mel de Jandaíra
Que por momentos nos afasta
Das amarguras da vida
O outono assim me parece
Alexandre Alves
Mais sentido tem no outono
Onde o vento gelado
Anuncia a minha efemeridade
Doce como o mel de Jandaíra
Que por momentos nos afasta
Das amarguras da vida
O outono assim me parece
Alexandre Alves
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