Alma que escuta no silêncio da noite
palavras, que parece, brotam do nada,
que chegam como um breve açoite,
mantendo seca, a garganta calada.
Mistério que um enlace renova,
na essência de seres em sintonia,
embalados como numa sinfonia,
como num ninho, numa alcova.
E a distância que de ti se faz,
na bruma que o olhar contradiz,
nos dizeres que o vento traz,
saudades de uma flor de lis.
Pedro Cesquim
terça-feira, 8 de novembro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Morte
Despido de meus egóicos trajes sentimentais
Caminho solitário pelas vielas interiores, descalço!
Cheiro de sangue quente atrai os animais
o frio silencioso da morte, segue em meu percalço!
Busco no vazio de minha alma humana e pequena,
Encontrar a chave que destrói esse estranho medo,
Que liberta o coração de unidade em centena,
Que transforma o já é tarde em ainda é cedo!
No sombrio deserto do solitário caminhante,
Ergo minha tenda e deposito meu corpo na quietude,
Ao fechar os olhos, enxergo ao longe uma aurora radiante,
mariposa de desejos que se transforma em luz pulsante!
O universo cessa sua respiração em sinal de respeito,
A dor do corpo cede espaço à libertação da alma,
No derradeiro suspiro da vida meu espírito foi, enfim, eleito,
banha-se agora, na atmosfera sagrada de Deus, em Sua palma!
Marco Pardini
Caminho solitário pelas vielas interiores, descalço!
Cheiro de sangue quente atrai os animais
o frio silencioso da morte, segue em meu percalço!
Busco no vazio de minha alma humana e pequena,
Encontrar a chave que destrói esse estranho medo,
Que liberta o coração de unidade em centena,
Que transforma o já é tarde em ainda é cedo!
No sombrio deserto do solitário caminhante,
Ergo minha tenda e deposito meu corpo na quietude,
Ao fechar os olhos, enxergo ao longe uma aurora radiante,
mariposa de desejos que se transforma em luz pulsante!
O universo cessa sua respiração em sinal de respeito,
A dor do corpo cede espaço à libertação da alma,
No derradeiro suspiro da vida meu espírito foi, enfim, eleito,
banha-se agora, na atmosfera sagrada de Deus, em Sua palma!
Marco Pardini
domingo, 9 de outubro de 2011
O Silêncio
Como uma suave sonata
O silêncio me acalma
E lança-me no mais profundo mistério
Que comigo trago: as sombras de minha inquietude
Alexandre Alves.
O silêncio me acalma
E lança-me no mais profundo mistério
Que comigo trago: as sombras de minha inquietude
Alexandre Alves.
domingo, 28 de agosto de 2011
Véu de Maya
Observar o mundo como uma miragem,
ao cair do céu surge uma tempestade,
sonhar em viver uma vida só de passagem,
cantar e respirar uma ilusão como fosse verdade!
Estranhas cenas da vida nos reserva Deus,
pequenos pontos escuros na imensidão
da solidão humana, reservo esses versos meus,
que na ausência da tua presença, ficam em vão!
Com pegadas esparsas marcamos nosso caminho,
alterando a cada momento irreal nosso semblante,
voando a esmo como um pássaro que perdeu seu ninho,
vivendo na ilusão da vaidade seu último instante!
Sentado no nada busco encolher o tempo,
para que a dor deste momento se esvaia,
fecho os olhos para sonhar com meu intento
ou que o amor me retire dos olhos, o véu de Maya!
Marco Pardini
ao cair do céu surge uma tempestade,
sonhar em viver uma vida só de passagem,
cantar e respirar uma ilusão como fosse verdade!
Estranhas cenas da vida nos reserva Deus,
pequenos pontos escuros na imensidão
da solidão humana, reservo esses versos meus,
que na ausência da tua presença, ficam em vão!
Com pegadas esparsas marcamos nosso caminho,
alterando a cada momento irreal nosso semblante,
voando a esmo como um pássaro que perdeu seu ninho,
vivendo na ilusão da vaidade seu último instante!
Sentado no nada busco encolher o tempo,
para que a dor deste momento se esvaia,
fecho os olhos para sonhar com meu intento
ou que o amor me retire dos olhos, o véu de Maya!
Marco Pardini
Sabedoria
Caminhar no silêncio da solidão,
deixando pequenas pegadas ao vento,
tocando as pedras do destino com o coração,
escorrendo na face, uma lágrima do tempo!
Sopro do Destino vem me abençoar,
toca minha pele com o fogo do Amor,
lava minha alma com o desejo de cantar,
aquece meu espírito com a Paz e o torpor!
Longo e sinuoso é o caminho solitário,
passos que conduzem à uma direção,
silencioso caminhar de um eremita voluntário,
a romper sua jornada com a força da emoção!
Milagres da vida vêm me enriquecer,
com o sinal da sabedoria secreta,
aquela que escreve nas estrelas, o anoitecer,
no espelho da vida, o Eterno, de forma simples e discreta!
Marco Pardini
deixando pequenas pegadas ao vento,
tocando as pedras do destino com o coração,
escorrendo na face, uma lágrima do tempo!
Sopro do Destino vem me abençoar,
toca minha pele com o fogo do Amor,
lava minha alma com o desejo de cantar,
aquece meu espírito com a Paz e o torpor!
Longo e sinuoso é o caminho solitário,
passos que conduzem à uma direção,
silencioso caminhar de um eremita voluntário,
a romper sua jornada com a força da emoção!
Milagres da vida vêm me enriquecer,
com o sinal da sabedoria secreta,
aquela que escreve nas estrelas, o anoitecer,
no espelho da vida, o Eterno, de forma simples e discreta!
Marco Pardini
sábado, 2 de julho de 2011
Transformação Interior
Miragens mentais vivem a me enganar,
mesmo na multidão, sigo num deserto solitário,
procurando na areia o real sentido do infinito amar,
fugindo do vigiar de um silêncio involuntário!
Imagens povoam meu universo interior,
vozes que ressoam no labirinto sentimental,
olhos venenosos a espreitar com medo e terror,
daquele que afastou de si, o mundo celestial!
Doce fruto que ao morder se transforma em veneno,
ceifando a vida daquele que caminha sem destino,
levado com o vento, sem palavras, sem aceno,
deixando apenas a pegada de um triste peregrino!
Oh vida terrena, escutai este servo que insiste lhe falar,
cujos pés maltratados pelos espinhos da caminhada,
refletem a dor da angústia, num coração contente a tagarelar:
O amor enfim chegou! A iluminar o novo dia desde a madrugada!
Marco Pardini
mesmo na multidão, sigo num deserto solitário,
procurando na areia o real sentido do infinito amar,
fugindo do vigiar de um silêncio involuntário!
Imagens povoam meu universo interior,
vozes que ressoam no labirinto sentimental,
olhos venenosos a espreitar com medo e terror,
daquele que afastou de si, o mundo celestial!
Doce fruto que ao morder se transforma em veneno,
ceifando a vida daquele que caminha sem destino,
levado com o vento, sem palavras, sem aceno,
deixando apenas a pegada de um triste peregrino!
Oh vida terrena, escutai este servo que insiste lhe falar,
cujos pés maltratados pelos espinhos da caminhada,
refletem a dor da angústia, num coração contente a tagarelar:
O amor enfim chegou! A iluminar o novo dia desde a madrugada!
Marco Pardini
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Estou aqui
Onde estou?
Estou na sombra que te persegue
na rua, no clarão da lua.
Na chuva, que cai
pelo teu corpo,
explorando mistérios,
gerando um doce ai!
Estou na noite, que embala
seu sonho, alegre, risonho.
Na flor do jardim,
que enfeita
seus cabelos,
como um colorido jasmim.
Estou na calma expressa
na fé, sentida pelo abaeté.
Na oração,
que reluz, que ilumina
seus caminhos,
que brota do coração.
Estou na luz estelar,
clara, que amor declara,
em seu olhar,
romântico,
que sonha, que respira
e se perde no mar.
Estou na aura, do tudo,
no nada, nos lábios da amada.
Na vida, nesse frenesi
que eclode, no vermelho
de dentro de minh´alma
que anseia por ti.
Pedro Cesquim
Estou na sombra que te persegue
na rua, no clarão da lua.
Na chuva, que cai
pelo teu corpo,
explorando mistérios,
gerando um doce ai!
Estou na noite, que embala
seu sonho, alegre, risonho.
Na flor do jardim,
que enfeita
seus cabelos,
como um colorido jasmim.
Estou na calma expressa
na fé, sentida pelo abaeté.
Na oração,
que reluz, que ilumina
seus caminhos,
que brota do coração.
Estou na luz estelar,
clara, que amor declara,
em seu olhar,
romântico,
que sonha, que respira
e se perde no mar.
Estou na aura, do tudo,
no nada, nos lábios da amada.
Na vida, nesse frenesi
que eclode, no vermelho
de dentro de minh´alma
que anseia por ti.
Pedro Cesquim
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Soneto de um Amor infinito
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