Que os grilhões da indiferença
desçam em silêncio à sepultura
levando consigo sua própria sentença
pendurada no tempo, em moldura!
Lágrimas que invadem o coração selvagem,
dissolvendo no sal do espírito a lembrança
de não ter permitido a si que a coragem
em perdoar aquele cuja imagem é semelhança!
Pequenos sóis renascem no universo
trazendo luz aos confins mais distantes,
levando a mensagem que jaz submerso
nos corações solitários dos verdadeiros amantes!
Seja a noite perene capaz de abrir a janela,
ao cântico singelo do antigo trovador,
para que o arco-íris em forma de aquarela
tinja o espírito do homem com o verdadeiro Amor!
Marco Pardini
sexta-feira, 11 de março de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Amanhecer
Olhos humanos que se voltam ao horizonte,
no desejo de absorver um doce filamento,
na esperança de tocar com a alma uma fonte,
na tentativa de aprisionar no eterno, este momento!
Olhos humanos que das lágrimas surge um suspiro,
espírito calado que sorve gotas de orvalho,
vive a soluçar no espaço de um suspiro,
a costurar na retina um pedaço desse céu em retalho!
Olhos humanos insistem no alto em permanecer,
sentidos diversos escoam pelo pacato semblante,
pelo poros da vida, a Lua inicia seu adormecer,
no suspenso ar do silêncio, calado fica um homem hesitante!
Olhos humanos que esbarram na pintura de Deus,
executada pelas mãos invisíveis do oculto artesão,
não importa se os olhos são meus, ou são teus,
resta apenas a obra que se eterniza no porão do coração!
Marco Pardini
no desejo de absorver um doce filamento,
na esperança de tocar com a alma uma fonte,
na tentativa de aprisionar no eterno, este momento!
Olhos humanos que das lágrimas surge um suspiro,
espírito calado que sorve gotas de orvalho,
vive a soluçar no espaço de um suspiro,
a costurar na retina um pedaço desse céu em retalho!
Olhos humanos insistem no alto em permanecer,
sentidos diversos escoam pelo pacato semblante,
pelo poros da vida, a Lua inicia seu adormecer,
no suspenso ar do silêncio, calado fica um homem hesitante!
Olhos humanos que esbarram na pintura de Deus,
executada pelas mãos invisíveis do oculto artesão,
não importa se os olhos são meus, ou são teus,
resta apenas a obra que se eterniza no porão do coração!
Marco Pardini
domingo, 23 de janeiro de 2011
Meus Medos
Ainda não tenho medo da morte
Mas já trago a semente de uma história
Que ainda não foi contada
Vivo por cada sonho
Mas já escuto o tic tac do tempo
Como se cada tarde terminasse mais cedo
É medo do tempo
Das coisas que ainda não fiz
Alexandre Alves
Mas já trago a semente de uma história
Que ainda não foi contada
Vivo por cada sonho
Mas já escuto o tic tac do tempo
Como se cada tarde terminasse mais cedo
É medo do tempo
Das coisas que ainda não fiz
Alexandre Alves
domingo, 9 de janeiro de 2011
Solidão
Tempo suspenso num cósmico momento,
ar suprimido nos pulmões da vela
a brandamente iluminar um sentimento
que num passo silencioso, oculta a sentinela!
Ar rarefeito de uma paz interna melodiosa,
a resguardar o mágico rosto de uma imagem,
ondas do oceano numa dança harmoniosa,
mostram ao andarilho da luz, mais uma miragem!
Tempo distante que esconde um segredo,
futuro da ilusão que vive a prescrutar
um passado que, na lembrança do medo,
vive um eterno presente sem saber o que é amar!
Espírito da vida que descobre seu lugar,
caminhante solitário que reina inerte na solidão,
pedras, memórias, palavras, sonhos sobre um altar,
caladas pegadas a deixar seu rastro em meu coração!
Marco Pardini
ar suprimido nos pulmões da vela
a brandamente iluminar um sentimento
que num passo silencioso, oculta a sentinela!
Ar rarefeito de uma paz interna melodiosa,
a resguardar o mágico rosto de uma imagem,
ondas do oceano numa dança harmoniosa,
mostram ao andarilho da luz, mais uma miragem!
Tempo distante que esconde um segredo,
futuro da ilusão que vive a prescrutar
um passado que, na lembrança do medo,
vive um eterno presente sem saber o que é amar!
Espírito da vida que descobre seu lugar,
caminhante solitário que reina inerte na solidão,
pedras, memórias, palavras, sonhos sobre um altar,
caladas pegadas a deixar seu rastro em meu coração!
Marco Pardini
Oceano
Murmúrio de náufragos silenciosos,
penetram no ouvido mais profundo,
a suplicar ajuda ao voluntarioso,
ou retornar calados ao outro mundo!
Na infinidade do novo horizonte,
surge ao longe enigmáticos corsários,
a reluzir ao sol um dourado estonteante,
explodindo o medo nos corações mercenários!
No tempo do inanimado surge um retrato,
azul, doce azul que como tinta banha o oceano,
de um cenário que retrata um triste e falso fato,
intenso aroma do vento que me leva, por engano!
No silencioso momento do infinito,
fito o impossível, impávido a mostrar,
sua grandeza em simplicidade, me limito,
a agradecer a lágrima que desce do olhar!
Marco Pardini
penetram no ouvido mais profundo,
a suplicar ajuda ao voluntarioso,
ou retornar calados ao outro mundo!
Na infinidade do novo horizonte,
surge ao longe enigmáticos corsários,
a reluzir ao sol um dourado estonteante,
explodindo o medo nos corações mercenários!
No tempo do inanimado surge um retrato,
azul, doce azul que como tinta banha o oceano,
de um cenário que retrata um triste e falso fato,
intenso aroma do vento que me leva, por engano!
No silencioso momento do infinito,
fito o impossível, impávido a mostrar,
sua grandeza em simplicidade, me limito,
a agradecer a lágrima que desce do olhar!
Marco Pardini
Ilusão
A escuridão do anoitecer que vem anunciar
a luz do amanhecer em seu esplendor,
ódio que invade as vaidades a afastar
o medo que impede a alma de provar o amor!
Solidão que prenuncia a vida em sociedade,
cegueira do espírito que abre a janela
da clara visão de quem vive sem maldade,
a enxergar na fera, a beleza da bela!
Covardia que afugenta com seu medo,
a insegurança daquilo que não se pode ver,
o tempo do amor que de tarde se tornou cedo,
ateu que no templo da vida aprendeu a luz ver!
Na companhia de si mesmo sente o abandono,
em viver uma realidade que é pura ilusão,
descobriu que no limiar da morte não há dono,
senhor do nada, a levar de si, um punhado de emoção!
Imagens de sonhos inundam minha retina,
a bailar como fantoches, profundos pesadelos,
noites com sol, verdejantes montanhas com neblina,
a construir nos erros, vidas secas, sem modelos!
Fino véu de luz a encobrir os olhos da vaidade,
trazem a certeza da dúvida à nossa existência,
trilhar nos caminhos do desapego o encontro da verdade,
da plebe humana, dar ao rei, sua falsa excelência!
Curtos passos que nos encaminham ao profundo,
mostrando quão raso é a profundidade do oceano,
a encarar a doce polaridade do nosso mundo,
na certeza da ignorância é que se comete o engano!
Ventos gelados do eterno vem me aquecer a alma,
retire de minha visão a farpa que hoje me ofusca,
que eu aprenda na flora, a doce magia da fauna
no reverso da fuga, o encontro da minha busca!
Marco Pardini
a luz do amanhecer em seu esplendor,
ódio que invade as vaidades a afastar
o medo que impede a alma de provar o amor!
Solidão que prenuncia a vida em sociedade,
cegueira do espírito que abre a janela
da clara visão de quem vive sem maldade,
a enxergar na fera, a beleza da bela!
Covardia que afugenta com seu medo,
a insegurança daquilo que não se pode ver,
o tempo do amor que de tarde se tornou cedo,
ateu que no templo da vida aprendeu a luz ver!
Na companhia de si mesmo sente o abandono,
em viver uma realidade que é pura ilusão,
descobriu que no limiar da morte não há dono,
senhor do nada, a levar de si, um punhado de emoção!
Imagens de sonhos inundam minha retina,
a bailar como fantoches, profundos pesadelos,
noites com sol, verdejantes montanhas com neblina,
a construir nos erros, vidas secas, sem modelos!
Fino véu de luz a encobrir os olhos da vaidade,
trazem a certeza da dúvida à nossa existência,
trilhar nos caminhos do desapego o encontro da verdade,
da plebe humana, dar ao rei, sua falsa excelência!
Curtos passos que nos encaminham ao profundo,
mostrando quão raso é a profundidade do oceano,
a encarar a doce polaridade do nosso mundo,
na certeza da ignorância é que se comete o engano!
Ventos gelados do eterno vem me aquecer a alma,
retire de minha visão a farpa que hoje me ofusca,
que eu aprenda na flora, a doce magia da fauna
no reverso da fuga, o encontro da minha busca!
Marco Pardini
Chuva
Chuva fina que percorre os céus,
a cair em queda livre a cantarolar,
correndo pelos vales, descortinando véus,
lavando a mentira, ensinando a amar!
Chuva constante que a alma vem tocar,
doce gota do inifinito que toca o telhado,
suave toque que faz o pássaro voar,
lágrima do Olimpo a recordar o passado!
Chuva fina que mata a sede da montanha,
que no tocar a terra, transforma-se em barro,
canta o pássaro, a alegria dessa mágica façanha
pequena porção da vida, aprisionada num jarro!
Chuva constante que o solo vai saborear,
vem com a esperança do Criador abençoar,
o pequeno riacho que alegra o lavrador,
esta singela frase que agradece o trovador!
Marco Pardini
a cair em queda livre a cantarolar,
correndo pelos vales, descortinando véus,
lavando a mentira, ensinando a amar!
Chuva constante que a alma vem tocar,
doce gota do inifinito que toca o telhado,
suave toque que faz o pássaro voar,
lágrima do Olimpo a recordar o passado!
Chuva fina que mata a sede da montanha,
que no tocar a terra, transforma-se em barro,
canta o pássaro, a alegria dessa mágica façanha
pequena porção da vida, aprisionada num jarro!
Chuva constante que o solo vai saborear,
vem com a esperança do Criador abençoar,
o pequeno riacho que alegra o lavrador,
esta singela frase que agradece o trovador!
Marco Pardini
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Soneto de um Amor infinito
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