quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Caminhante Solitário

Pelo vale sombrio da solidão,
reflete impávido o espelho da sorte,
a observar com cuidado o ancião,
esperando com paciência a própria morte!

Passos são dados rumo ao infinito,
numa eclosão de ruídos fez-se a Luz,
silêncio interior que encobre o mito,
sabedoria divina que se faz juz!

No voo intrépido do pássaro rodopiante,
brilha o espírito como um mensageiro,
trazendo consigo um algoz desafiante,
trancafeando a alma num escuro celeiro!

Na tranquila imensidão do espaço,
o vento do sem-fim traz de volta o veleiro,
cujo leme se transforma em próprio braço,
a conduzir-me pela vida por inteiro!

Marco Pardini

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