terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Solidão

Caminhando pelo vale sombrio da noite,
uma luz inerte me brinda com um sorriso,
meus olhos sangram destilados pelo açoite
de um incerto e distante amor omisso!

Meu silêncio espreita ao fundo o tenebroso...
medo, angústia, lágrimas que inundam o interno deserto
dunas sentimentais que formam um caráter orgulhoso,
areia que desfaz num segundo, um castelo de areia incerto!

Um ar angustiante preenche meus pulmões
de pedaços de uma alma que na solidão insiste
em gritar ao mundo suas mais secretas emoções,
de sofrer num choro calado algo que não mais existe!

Nos ponteiros do destino segue a vida seu curso bem cedo,
segundos do Eterno onde o cosmos cria seu próprio espaço,
onde a vida humana repousa no Absoluto seu cansaço,
e o espírito aventureiro descobre o próprio véu sem medo!

Marco Pardini.

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